Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
António Gedeão

Amostra sem valor
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
Sábado, Outubro 17, 2009
Em Uma Tarde de Outono... Olavo Bilac

Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...
Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!
E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...
Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!
E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...
Conheça a vida e obra de Olavo Bilac
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Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Machado de Assis e companhia...

Machado de Assis ainda é considerado o melhor escritor brasileiro. A pesquisa foi realizada com tradutores, professores e bibliotecários estrangeiros de 19 países e consiste em descobrir o reconhecimento dos autores nacionais no exterior.
Após o campeão Machado de Assis, vêm os nomes de Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Depois, para concluir a lista dos dez melhores, surgem os nomes de Graciliano Ramos, Jorge Amado, José de Alencar, Manuel Bandeira, Moacyr Scliar, Rubem Fonseca e por fim, Carlos Drummond de Andrade.
A obra infantil de Monteiro Lobato é a obra-prima da literatura brasileira. Várias gerações de brasileiros adquiriram o gosto pela leitura ao entrar no mundo encantado do Sítio do Picapau Amarelo, com suas histórias fascinantes e seus personagens carismáticos. Se Lobato editasse seus livros em inglês (idioma que, aliás, dominava), teria sido um sucesso mundial.

Conheça o site do Museu Monteiro Lobato
Boa viagem ao Mundo encantado!
Aqui a vida e obra de Monteiro Lobato.
Após o campeão Machado de Assis, vêm os nomes de Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Depois, para concluir a lista dos dez melhores, surgem os nomes de Graciliano Ramos, Jorge Amado, José de Alencar, Manuel Bandeira, Moacyr Scliar, Rubem Fonseca e por fim, Carlos Drummond de Andrade.
A obra infantil de Monteiro Lobato é a obra-prima da literatura brasileira. Várias gerações de brasileiros adquiriram o gosto pela leitura ao entrar no mundo encantado do Sítio do Picapau Amarelo, com suas histórias fascinantes e seus personagens carismáticos. Se Lobato editasse seus livros em inglês (idioma que, aliás, dominava), teria sido um sucesso mundial.

Conheça o site do Museu Monteiro Lobato
Boa viagem ao Mundo encantado!
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