18 de fevereiro de 2008

POESIA JOVEM

(Imagem retirada da net - Google)

Hoje...
Mergulho num mar de incertezas
Tento entrar na casa do desconhecido...
Saindo sem ser reconhecido.
Tento olhar o céu, carregado de estrelas,
Mas cada uma tem uma pergunta a fazer.
Respondo a todas, na certeza do incerto.
Respiro o fumo do desespero,
Procuro-me na rua do esconderijo,
Concentro-me nas ruas da amargura
Procurando ajudar os condenados da vida,
Que ainda hoje procuram respostas,
A que não sei responder...
Entro em casa de cabeça baixa,
Olho pela janela...
Na rua não se vê nada,
Só um nevoeiro que parece não ter fim...
Vou para o quarto,
Deito-me e deixo-me adormecer,
Ouvindo a voz de um canário cantando,
Esperando que o dia de amanhã
Seja melhor que o de hoje!!

Trabalho realizado pelo aluno nº 19, do 9º B - Marco P. G. Mendes

15 de fevereiro de 2008

POESIA JOVEM



Escrevo, descrevo, escrevo...

Escrevo no mar com o dedo
E apago com o cotovelo
Traçando o meu destino.

Rio de nada
Olhando e pensando nela
Como um apaixonado.

Corro o risco de sufocar
Por não dizer o que sinto.
O que me está a dar?

Corro, corro depressa,
Saltando de nuvem em nuvem
Na esperança de a ver.

Sinto a minha vida a mudar,
Olho para trás
E não sinto nada.

Estarei louco?
Cresci tão depressa
Que nem dei pelo tempo passar.

Navego no vento
Escrevo no mar...
Cresço pensando nela,
Na loucura e no desespero
De não a voltar a ver.

Trabalho realizado pelo aluno nº 19, 9º B - Marco P. G. Mendes

14 de fevereiro de 2008

Biografia de Álvaro Magalhães


Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951.Começou por publicar poesia no início dos anos 80, em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças, intitulado “História com muitas Letras”.
Desde então construiu uma obra singular e diversificada, que conta actualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos.As suas obras para a infância, onde reina a força do imaginário e da palavra, são o produto de uma sensibilidade espiritualizada que reivindica a totalidade mágica da existência e apelam permanentemente à imaginação e ao sonho, não como formas de escapismo mas como factores poderosos de modelação do ser.
Mais recentemente, acrescentou à sua obra a série “Triângulo Jota” de narrativas de mistério e indagação, sendo considerado “o primeiro a conseguir reformular e enriquecer, com sucesso, os modelos conhecidos”.Actualmente com 16 títulos, a “Triângulo Jota” cativou já perto de um milhão de leitores. Embora a acção dessas histórias seja por vezes vertiginosa, constitui-se como palco para o teatro dos sentimentos. As personagens, expurgadas de infantilidades e artificialismo, são construídas a partir do espaço e do tempo da sua consciência e não pela sua esfera de acção, o que as torna reconhecíveis. A perfeição estrutural dos enredos, um uso peculiar do fantástico e uma “visualidade” quase cinematográfica são algumas das qualidades dessas e de outras obras narrativas do autor.Considerado um dos mais importantes escritores da sua geração, pela originalidade e singular irreverência da sua obra, Álvaro Magalhães foi várias vezes premiado pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura, logo desde o início da sua carreira literária. Recentemente, integrou a delegação portuguesa ao Salão do Livro de Genebra de 2001, em que Portugal foi convidado de Honra. Neste mesmo ano, o título Hipopóptimos – “Uma História de Amor” foi seleccionado para integrar o Projecto BARFIE (Books and Reading For Intercultural Education), que visa a construção de uma biblioteca europeia composta por obras de reconhecida importância para a promoção da educação intercultural.
Trabalho elaborado por:
Ana Rita Duarte nº1 8ºA
Ruben Dias nº 17 8ºA

www.asa.pt/autores/autor.php?id_autor=495

11 de fevereiro de 2008

Pôr-do-sol no Alentejo...

( Foto da autoria de Luisamrnet)
Sol posto. O sino ao longe dá Trindades
Nas ravinas do monte andam cantando
As cigarras dolentes… E saudades
Nos atalhos parecem dormitando…

É esta a hora em que a suave imagem
Do bem que já foi nosso nos tortura
O coração no peito, em que a paisagem
Nos faz chorar de dor e d’amargura…

É a hora também em que cantando
As andorinhas vão p’lo meio das ruas
Para os ninhos, contentes, chilreando…

Quem me dera também, amor, que fosse
Esta a hora de todas a mais doce
Em que eu unisse as minhas mãos às tuas!…

Florbela Espanca - Trocando olhares - 29/07/1916

10 de fevereiro de 2008

Opinião


Fotografia de Paulo Lopes, álbum Alentejo Tour 2007 at www.pbase.com

"A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional."

Autor: ECO, Umberto



"Creio que nada substitui a leitura de um texto, nada substitui a memória de um texto, nada, nenhum jogo."

Autor: DURAS, Marguerite

8 de fevereiro de 2008

Ecos da Serra








" Cada palavra escrita será um pouco de mim, retratará a minha alma e o meu coração..."
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JOÃO MORGADO, nascido a 4 de Fevereiro de 1953, em Leiria, reside, como ele próprio diz, "algures entre a poesia e a solidão" (Guarda). É um homem a quem a vida já ensinou muito, nem sempre sem sofrimento.
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Auto-intitula-se "um pretenso poeta" que, "por vezes,[é] um divagador, conversando com o céu, em outras, o céu procurando o cometa da boa viagem!"
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Desde sempre ligado às artes (teatro amador e folclore), a poesia surgiu-lhe como um escape num momento difícil da sua vida. Está para breve a publicação do seu primeiro livro de poemas.
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A poesia, sinto-a como uma mais valia,
Colorindo-me a vida como uma aguarela,
Que eu conserve sempre esta fantasia
E nunca deixe de lutar para mantê-la
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É para mim um namoro constante
Entre a minha mente e a poesia
Desde o anoitecer ao meu levante
É quando ela fica mais em nostalgia
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Uns dias, é ela que me recorda
Noutros sou eu a ela enamorado
Nos dias em que roemos a corda
Sinto-me muito mais atormentado
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A poesia vive em mim o tempo todo
Como se fizesse parte de mim
Dos meus sonhos, do meu lodo
Eu vivo dela e ela me paga assim
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Com momentos belos de devoção
Delírios, carinhos, alguma calma
Quando me aflora a inspiração
Lavro o que sinto na alma

7 de fevereiro de 2008

Novo Livro de Ana Hatherly
























No próximo dia 12 de Fevereiro, às 18 horas, no Salão Nobre da Universidade Aberta (Rua da Escola Politécnica, 147, Lisboa), será apresentado o livro

A NEO-PENÉPOLE

de
Ana Hatherly

A obra será apresentada por Teresa Joaquim e Anabela Galhardo Couto.