7 de março de 2008

Sugestão de leitura: ALMADA NEGREIROS

Almada NEGREIROS, «Maternidade», 1935

« Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.»

Almada NEGREIROS, A Invenção do Dia Claro

5 de março de 2008

PROJECTO N@ESCOLAS


O Projecto N@escolas é um projecto educativo proposto para jovens dos 12 aos 18 anos, que visa estimular o conhecimento e a prática do jornalismo. Esse projecto desafia os alunos (sob orientação de um professor) a realizarem as tarefas inerentes à construção de um jornal, sendo que, neste primeiro ano, as equipas terão que fazer uma 1ª página do DN a partir de materiais e exercícios fornecidos pela equipa N@escolas.

Os vencedores terão o seu trabalho publicado no DN.


ou através de e-mail nescolas@n.pt

3 de março de 2008

Morreu a escritora Maria Gabriela Llansol

(Fonte da foto (de Alberto Frias): Expresso - suplemento Actual, 26 de Maio de 2007, p. 28)

Morreu hoje, aos 76 anos, a escritora MARIA GABRIELA LLANSOL. De ascendência espanhola, nasceu em Lisboa a 24 de Novembro de 1931 e é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea.

A escritora é «um dos grandes nomes» e «provavelmente a grande prosadora» da literatura portuguesa do século XX, na opinião do poeta, romancista e crítico literário Eduardo Pitta.

Maria Gabriela Llansol viveu por opção à margem da literatura, mas a sua escrita partia da matéria do mundo, descreveu o ensaísta e tradutor João Barrento.
«Demarcou-se sempre do universo literário» e a sua escrita «apelava sempre para qualquer leitor e não para um leitor específico», afirmou Barrento, amigo da escritora.
Aos que apontam um certo «esoterismo, misticismo» ou até mesmo um carácter hermético na sua obra, João Barrento contrapõe uma escrita que «vivia da matéria do mundo».
«É só uma questão de saber olhar» para a sua escrita, disse Barrento.


Entre as suas OBRAS contam-se os seguintes títulos:

Os pregos na erva (1957)
A restante vida (1978)
Um beijo dado mais tarde (1990)
Lisboaleipzig (1994)
Amigo e Amiga (2006)

Para saber mais:

29 de fevereiro de 2008

Poesia Jovem

(Imagem retirada da net - via Google)

Cada vez que apareces
Meu coração fica aos pulos
Não sei o que dizer
Não sei o que fazer
Só sei que te quero aqui
Quero-te perto de mim
Quero que sejamos um
Que o nosso amor tudo vença
Não sei como explicar
O que sinto por ti
Não sei como te mostrar
O quanto és para mim
Mas numa palavra te descrevo:

AMO-TE!



Trabalho realizado pela aluna Daniela Rodrigues, Nº 6 - 9º B

27 de fevereiro de 2008

Concurso de Poesia

A ESCOLA SECUNDÁRIA D. SANCHO II, de Elvas vai realizar o
XIII CONCURSO DE POESIA

reservado a alunos do Secundário. O concurso é organizado pela Área de Projecto do 12º D. O TEMA é livre. As poesias devem ser apresentadas sob pseudónimo, num máximo de três poesias dactilografadas cuja extensão não ultrapasse uma página. A entrega será até ao dia 29 do corrente mês.
Serão premiados os três primeiros classificados.

Opinião

(O Pensador - Escultura de Auguste RODIN)

"Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos."

Autor: LOCKE , John

25 de fevereiro de 2008

António Gedeão - AURORA BOREAL

(Foto retirada dos álbuns da web do Picasa - Fábio)

Aurora boreal
Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.
Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.


António Gedeão