4 de abril de 2008

Experiência de leitura

ROSA, Luís, O Amor Infinito de Pedro e Inês, 4ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 2006

Este livro conta a história de Pedro, infante de Portugal, casado com D. Constança. No entanto, ele apaixonou-se perdidamente por uma dama de companhia da sua mulher, chamada D. Inês de Castro, tornando-se amante desta. Quando D. Constança morre, ele assume publicamente o seu amor por D. Inês, mas D. Afonso IV, aconselhado pelos seus ministros, é contra este romance, pois ela é espanhola e este relacionamento poderia pôr em causa o trono português. D Pedro vive feliz o seu amor com D. Inês e têm filhos, mas esta felicidade não durou muito, pois um dia em que D. Pedro estava ausente numa caçada, o rei e os seus conselheiros vão ter com D. Inês e ela é degolada. Quando D. Pedro regressa fica destroçado. Assim, que assume o reinado arranja maneira de se vingar assassinando brutalmente os responsáveis pela morte da sua amada. Numa visita ao mosteiro de Alcobaça conhece um excelente escultor a quem encomenda um túmulo para D. Inês e outro para si. Então, manda transladar a sua amada para o mosteiro de Alcobaça dando a conhecer que tinha casado com ela e que ela era legítima rainha. No seu reinado foi um rei justiceiro e, quando morre, é sepultado junto a D. Inês, vivendo um amor infinito.
A personagem que mais gostei neste livro foi D. Pedro, porque amava D. Inês e lutou sempre por ela, contra tudo e contra todos.
A personagem que menos gostei foi de D. Afonso IV, porque destruiu o amor que existia entre D. Inês e D. Pedro, mandando matá-la.
Em todo o livro a descrição que mais me impressionou foi o túmulo de D. Inês e D. Pedro.
Aconselho este livro aos meus amigos, pois a sua leitura é acessível e é um livro viciante, em que apetece sempre ler mais. É uma história muito bonita que prova que o verdadeiro amor consegue ultrapassar e vencer todas as dificuldades, até o próprio tempo.
A frase que achei mais bonita foi a seguinte: “ Não sei se se ama alguém com loucura ou se se ama a loucura por motivo de alguém.”

Raquel Bragança, 7ºC

3 de abril de 2008

Agostinho da Silva

George Agostinho Baptista da Silva (Porto, 13 de Fevereiro de 1906 — Lisboa, 3 de Abril de 1994) , foi um filósofo, poeta e ensaísta português. Foi um dos mais ilustres pensadores portugueses do século XX. O tema principal da sua obra foi a língua portuguesa e o pensar filosófico sobre o «povo português» que, para ele, abrangia não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.

Algum dia um novo Papa
anunciará altivo
que Deus é raiz quadrada
de um quantum negativo


e o Deus que tanto procuro
em que atingido me afundo
é aquele ser-não-ser
do que acontece no mundo


da matéria mais que densa
é que é divertido ser
ali se nada acontece
tudo pode acontecer

*****
http://www.agostinhodasilva.pt/

PENSE SEMPRE POR VOCÊ...
Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.


Prof. Agostinho da Silva

2 de abril de 2008

Concurso Escritores do Futuro


Alguma vez sonhaste ser escritor? Gostar de Ler? Dizem que até tens jeito para inventar histórias? Tens entre 10 e 13 anos? E se a Verbo publicasse o teu conto?
A partir de uma frase de um autor conhecido cria a tua história.
Se fores um dos 10 seleccionados a Verbo publica a tua história, e a tua escola ainda recebe uma biblioteca Verbo!
Fica a saber aqui como podes concorrer.

Dia Internacional do Livro Infanto-juvenil




Comemora-se hoje, dia 2 de Abril, o Dia Internacional do Livro infanto-juvenil. A data foi escolhida por corresponder à data de nascimento daquele que é considerado o primeiro escritor de histórias para crianças - HANS CHRISTIAN ANDERSEN.

22 de março de 2008

ANA HATHERLY - 50 anos de vida literária (na Biblioteca Nacional em Lisboa)

(Fotos de Alex Gandum)
Realizou-se na passada quarta-feira, dia 12 de Março, pelas 18 horas, na livraria da Biblioteca Nacional Portuguesa, em Lisboa, uma sessão sobre a vida e obra de Ana Hatherly, com apresentação do Professor Artur Anselmo e a participação da autora. Artur Anselmo traçou o perfil da autora e falou da sua obra, salientando as principais temáticas e características, com especial destaque para o estudo do Barroco. Fez também uma leitura comentada de alguns dos seus poemas.
A sessão terminou na Sala de Referência da BN, onde está patente a mostra “Ana Hatherly, 50 anos de vida literária”, que ali ficará até 31 de Março e é composta por alguns exemplares significativos das obras impressas de Ana Hatherly e de vários documentos do seu espólio, que se encontra à guarda da BN.
A autora explicou pormenorizadamente o conteúdo dos quatro expositores, contando alguns episódios relacionados com vários documentos ali expostos. Deu especial destaque ao “álbum de autógrafos” do seu avô, Cândido da Rocha Pereira, que reúne vários testemunhos de figuras da sua época, entre as quais Guerra Junqueiro.
No final da sessão, Ana Hatherly concedeu, com grande gentileza, autógrafos a alguns dos presentes que haviam conseguido adquirir a sua mais recente obra, intitulada A Néo-Penélope, uma edição da & Etc.
Sem amor
Viver sem amor
É como não ter para onde ir
Em nenhum lugar
Encontrar casa ou mundo
*
É contemplar o não-acontecer
O lugar onde tudo já não é
Onde tudo se transforma
No recinto
De onde tudo se mudou
*
Sem amor andamos errantes
De nós mesmos desconhecidos
*
Descobrimos que nunca se tem ninguém
Além de nós próprios
E nem isso se tem
*
Ana Hatherly, A Neo-Penélope, & Etc, 2007

21 de março de 2008

DIA DA POESIA


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
*
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
*
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
*
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

19 de março de 2008

DIA DO LIVRO PORTUGUÊS

John HULSE
A Biblioteca Municipal de Ponte de Sor, associando-se às comemorações do Dia do Livro Português pretende levar a efeito, no período das férias da Páscoa, um Bibliopaper sobre obras e autores portugueses da literatura juvenil. Esta acção visa, para além de assinalar esta data, reforçar a parceria com as escolas, promover hábitos de leitura, fomentar a utilização do espaço e o reforço do contacto com diferentes géneros literários e autores.
DURAÇÃO: 17 a 28 de Março.
Público-alvo: alunos do 2.º e 3,º Ciclo.
Promotor: Biblioteca Municipal de Ponte de Sor.