14 de maio de 2008

PLANO NACIONAL DE LEITURA - Semana da Leitura


Biblioteca sem sono - uma noite bem passada


Para a comemoração do Dia Mundial do Livro, a Biblioteca Municipal de Ponte de Sor, no passado dia 24 para 25 de Abril 08, realizou a noite da “Biblioteca sem Sono”. O evento teve música, poesia, livros, teatro e outras artes.
No âmbito do Plano Nacional de Leitura, os nossos alunos do 7º ano não deixaram de participar fazendo uma pequena exposição com trabalhos alusivos à data e um pequeno espectáculo de leitura de poemas relacionados com este tema.

OPINIÕES dos participantes:

“Gostei muito desta experiência. Foi divertido trabalhar com colegas de outras turmas. Espero que ocorram mais iniciativas destas e que nelas possa participar.”
Margarida Figueira, 7ºA

“Eu gostei muito porque estava lá muita gente e lemos todos muito bem.”
José Dias, 7ºA

“Foi muito divertido, adorei! Participei em diversas actividades muito interessantes. Foi muito engraçado.”
Patrícia Matos, 7ºA

“Gostei muito de ir à Biblioteca apresentar a leitura dos poemas. Muitas pessoas pensam que ler poemas é uma seca, mas não! Nós lemos os poemas de uma forma muito divertida. Gostei especialmente do poema “Os Vampiros”.
Dulce Prates, 7º C

“Eu gostei de ir à Biblioteca Sem Sono porque foi muito engraçado e divertimo-nos imenso. Interpretámos os poemas de forma engraçada (rap, canção, linguagem gestual…). Também houve outras actividades e gostei de ver as pessoas a mostrarem o seu talento.”
Camila Souza, 7ºC

“Gostei muito de participar no evento da “Biblioteca sem Sono” na Biblioteca Municipal. Achei giro o espectáculo que a nossa escola fez com os poemas e canções do 25 de Abril.”
Leonor Santos, 7ºB

“Eu gostei muito de participar na “Biblioteca sem Sono” porque foi uma forma interessante de comemorar o 25 de Abril. Apercebi-me do modo como se vivia no tempo de Salazar. Também gostei da experiência de quase fazer uma “directa”.”
Francisco Coelho, 7ºB

“Eu adorei participar, pois foi muito divertido e interessante. Acho que deviam organizar mais actividades como esta e devíamos repetir para o próximo ano lectivo. Eu lá estarei!”
Dália Silvestre, 7ºB

Actividade coordenada pelas docentes: Sérgia Bettencourt e Emília Narciso

12 de maio de 2008

Sugestão de Leitura - Anne Frank

ANNE FRANK
Jovem judia universalmente conhecida pelo diário que escreveu durante o período da perseguição nazi[ Frankfurt , 1929 - Bergen-Belsen, 1945 ]

Anne Frank relata, no seu diário, os dois anos que, para fugir à perseguição anti-semita, viveu refugiada com a sua família e alguns amigos nas águas-furtadas de um edifício de Amesterdão, durante os quais desponta para o amor e revela uma profunda sensibilidade muito superior àquela que seria natural possuir na sua idade.
Devido a uma denúncia, ela e a sua família acabariam por ser descobertas. Levada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, torna-se numa das sete milhões de vítimas do holocausto. O seu diário, encontrado depois do final da guerra, foi traduzido para inúmeras línguas, transformando-se num «best-seller» e tornando esta jovem num símbolo da causa judaica.
É, ainda, autora do livro Contos, onde revela, para além de um enorme desejo de paz, uma profunda esperança na Humanidade. As águas-furtadas onde Anne Frank viveu durante os dois anos de refúgio, recebem, diariamente, milhares de pessoas, tendo-se transformado num dos locais mais visitados da cidade de Amesterdão.

Edições em português
Diário de Anne Frank, Lisboa, Livros do Brasil

Páginas web recomendadas
Anne Frank

in O LEME

As amoras

(Imagem retirada da net, via Google)

As Amoras
O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade, O Outro Nome da Terra

8 de maio de 2008

"Música como comunicação" - apresentação do projecto



Entre os dias 1 e 14 de Abril 08, das 16h às 18h, decorreu na Escola Secundária de Ponte de Sor, dirigido aos alunos do Ensino Básico, o projecto MÚSICA COMO COMUNICAÇÃO, sob a orientação de Alexander Tzarich, director artístico do Festival de Novisad. Este projecto consistiu num laboratório de artes cénicas, onde foram construídos instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis. O objectivo final seria a realização de um Espectáculo Itinerante ao ar livre de música e movimento cénico, durante as festas da Cidade, no dia 7 de Julho 2008. No entanto, Alexander Tzarich não quis terminar o laboratório sem antes dar a conhecer à Comunidade Escolar o trabalho desenvolvido ao longo destas duas semanas, o qual contou, não só com a participação dos alunos inscritos no projecto, mas também os alunos músicos da Banda das Galveias e os músicos da Orquestra de Harmónicas. Assim, na noite de 11 de Abril, no Cine-Teatro de Ponte de Sor, pudemos assistir a um espectáculo muito interessante, onde a mistura de instrumentos convencionais e instrumentos reciclados produziu um concerto que primou pela diferença e originalidade.

OPINIÕES dos participantes:

“ Gostei muito da nossa actuação no Cine-Teatro sobre a Música “com lixo”. O nosso professor sérvio Alexander era muito simpático e engraçado. Tinha muita imaginação para fazer música. Tocámos todos muito bem!”
Mónica Lanzinha, 7º A

“Quando participámos no laboratório de música, pensámos que, ao início, ia ser um pouco aborrecido. Depois de já termos ido alguns dias, percebemos que até ia ser divertido e interessante. Tocámos instrumentos de lixo reciclado. Fizemos um espectáculo que correu muito bem.”
Margarida Lobato / Patrícia Feijão, 7ºA

“ Eu achei o projecto da música muito engraçado e gostei muito do que se passou nos ensaios. O senhor Alexander criou músicas muito giras com o grupo e nós entendemo-lo bem. Os instrumentos dele eram originais e ele tocava-os muito bem.”
Márcia Rodrigues, 7ºA

“ Eu gostei de ir à Música Como Comunicação, porque até mesmo quem não sabia tocar nenhum instrumento, poderia tocar bem qualquer instrumento reciclado. Nos ensaios era muito engraçado, pois fazíamos aquecimentos divertidos. Foi muito giro.”
Camila Souza, 7ºC

“Gostei muito de participar, porque as músicas são inventadas por nós. Mesmo quando faltavam alguns alunos, o Alexander conseguia sempre arranjar uma maneira de fazer músicas.”
João Vieira, 7ºC

“Achei muito interessante porque utilizámos vários materiais para fazer os mais diversos instrumentos que se possam imaginar. Acho que fizemos um bom trabalho e um bom espectáculo. Gostei de trabalhar com a Banda das Galveias.”
Ignácio Pranto, 7ºC

“Eu adorei participar neste projecto, porque adorei os ensaios! Aprendi como é que de um garrafão se faz um reco-reco e que as garrafas produzem sons fantásticos. O senhor Alexander era muito engraçado, os ensaios eram relaxantes e eu sentia-me sempre bem.”
Rita Miranda, 7ºC

“Gostei bastante de trabalhar com o Alexander, pois os ensaios eram divertidos e, ao mesmo tempo, estávamos a criar músicas. O Alexander é espectacular porque consegue fazer música com tudo e adorei a ideia de juntar instrumentos recicláveis com os instrumentos da Banda. O espectáculo correu bem, mas no Verão vai ser melhor!”
Hugo Martins, 8ºB


Projecto coordenado pelas docentes: Sérgia Bettencourt e Idalina Lourenço

6 de maio de 2008

Poesia Jovem

René Magritte, Les Amants

Num dia de sol ardente
Sorriste para mim
Senti um arrepio
De que nunca me esqueci.

Ó coração bate, bate
Bate, bate sem parar
Mas eu sei que lá no fundo,
Amar é perdoar.

Na vida tudo se aprende
E tudo fica por saber
Mas amar é uma coisa
Que se aprende sem esquecer.


Inês Oliveira, 9ºA

4 de maio de 2008

Poema à mãe

Pablo Picasso, Madre

POEMA À MÃE

No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me?
-Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, Os Amantes sem Dinheiro