28 de maio de 2008

Sugestão de Leitura - O Livro de Cesário Verde

(Pic-Nic, de Fernando Botero)

De tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.

26 de maio de 2008

CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL - Manuel Alegre



A Câmara Municipal de Águeda voltou a apresentar, agora em conferência de imprensa, dia 2 de Abril, o Prémio Literário Manuel Alegre, que visa homenagear o escritor e poeta aguedense.

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O prémio é de âmbito nacional, tem periodicidade bienal e visa, ainda, “o desenvolvimento do gosto pela leitura, a promoção da escrita e o aparecimento de novos autores”.

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“No primeiro ano, vamos priveligiar a poesia, mas admitimos promover outros géneros literários, em futuras edições”, revelou Elsa Corga, vereadora da cultura.

O concurso “destina-se a quem não tenham ainda nenhum livro publicado” e só serão admitidos trabalhos de poesia, em Língua Portuguesa, que deverão ser apresentados até 30 de Junho.

A cerimónia de entrega de prémios (5.000 euros para o vencedor) terá lugar em Setembro.


O júri, para lá de Gil Nadais, será constituído por mais três aguedenses: Paulo Sucena (escritor e investigador da obra de Manuel Alegre), Graça Rio-Torto (Universidade de Coimbra) e Daniel Marques Ferreira (escritor e professor, natural de Macinhata). Inclui Clara Rocha (Universidade Nova de Lisboa), Lídia Jorge (escritora) e Nuno Júdice (poeta e ensaísta).

25 de maio de 2008

Sugestão de Leitura - Quino, Toda a Mafalda






Quino
Autor de banda desenhada (BD), caricaturista e ilustrador argentino, Quino, pseudónimo de Joaquín Salvador Lavado, nasceu em Mendoza, Argentina, a 17 de Julho de 1932, sendo filho de imigrantes espanhóis originários de Fuengirola (Málaga).
Uma vez terminados os estudos em Belas-Artes, Quino tentou a sua sorte como desenhador na capital argentina, Buenos Aires, quando tinha 18 anos. Não conseguindo trabalho, regressou a casa e fez diversos cartazes publicitários nos seus primeiros anos de trabalho, até que se mudou para Buenos Aires, em 1954, onde o seu trabalho acabaria por, a pouco e pouco, ser devidamente reconhecido.
Começou a trabalhar como ilustrador para títulos tão diversos como Avivato, Esto Es, Que, Siete Dias, Tia Vicenta, Vea y Lea, entre outros, fazendo abundante número de caricaturas.
Nos seus primeiros trabalhos nota-se que sofreu influências plásticas de Walt Disney e do argentino Guillermo Divito.
Mundo Quino, título do seu primeiro livro, foi editado em 1963. Em 1964 surgiu a sua personagem emblemática, Mafalda, a contestatária, série de banda desenhada publicada nos jornais em tiras (curta sequência de quadradinhos), que inicialmente tinha sido imaginada para uma campanha publicitária a electrodomésticos e que, entretanto, acabou por ser recusada.
Inicialmente, Mafalda foi publicada no suplemento de humor da revista Leoplán, com três tiras, passando a surgir regularmente em Primera Plana (1964), depois no El Mundo (1965) e finalmente no Siete Dias (1967), terminando em 1973, apesar do grande sucesso alcançado em diversos países. Esta decisão prendeu-se com o desejo do autor de se dedicar inteiramente ao desenho de humor, à caricatura, por um lado, e de não cair na sempre dificilmente inevitável armadilha da repetição de ideias.
As popularidade e actualidade da Mafalda continuam, apesar da BD desta personagem ter terminado há décadas. Para além disso, está associada a séries de desenhos animados e a diversos produtos derivados.
A obra de Quino é muito vasta, encontrando-se editada nas principais línguas.
Os seus Cartoons, aparentemente tão simples, retratam como poucos os inacreditáveis meandros da burocracia, a sempre surpreendente estupidez humana, a prepotência dos mais fortes sobre os mais fracos, entre outras célebres evocações que são recorrentes da sua obra, marcada por um humor e um grafismo sem igual.
O autor, que em Portugal tem um grande número de livros editados pela Dom Quixote, Bertrand e Teorema, já se deslocou ao nosso país para encontros com os jornalistas e os leitores portugueses em 2001 e em 2003.
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Foi distinguido várias vezes, destacando-se: o Troféu Palma de Ouro do Salão Internacional de Humorismo de Bordighera (1978), "Desenhista do Ano" a nível mundial (1982), o Prémio B' nai B' rith Derechos Humanos (1998) e o Prémio Quevedos de Humor Gráfico (2001).
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Quino. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008.

22 de maio de 2008

Poesia Jovem

Quando te vejo passar
Fico calada a pensar
O quanto te vou amar
Quando ficar
Presa ao teu olhar
****
Quando me vou deitar
Olho para o luar
E deixo-me levar
Por pensar
Que o teu olhar
É lindo como o mar
E querido como o luar
***
Nesses teus olhos verdes
Eu quero sonhar
Para quando acordar
Pensar no teu olhar
Que me faz vibrar
Quando te vejo passar
E que me deixa louca
Para te beijar
***
Quando olho para ti
Penso no que já sofri
Mas mesmo assim
Ainda fico
Mais louca por ti.

Ana Isabel Costa , 9º A

(Imagem retirada da net, via Google)


19 de maio de 2008

Prémio Literário FNAC/Teorema



QUER VER O SEU LIVRO EDITADO?


Regulamento do Prémio Literário FNAC/Teorema 2008


1 - Âmbito e aplicação
• Ao Prémio Literário FNAC/Teorema 2008 podem concorrer todas as obras
inéditas de autores que não possuam qualquer obra de ficção publicada, seja
romance ou colectânea de contos.


2 - Formato dos trabalhos
• Cada trabalho deve ter entre 150 e 200 páginas em formato A4, 1800
caracteres por página, impressas a duplo espaço entre linhas e encadernadas.
• Devem ser entregues 5 exemplares do manuscrito, acompanhados do nome e
contacto telefónico e, se possível, electrónico (não são aceites pseudónimos)


3 - Prémio
• O prémio consiste na publicação da obra vencedora pela Editorial Teorema,
reservando-se, no entanto, o direito de o mesmo não ser atribuído, caso se
conclua não existir o nível de qualidade mínima exigido pelo júri.
• O premiado aceita como condição a celebração de um contrato de utilização da
obra nos termos do artigo 41º do Código do Direito de Autor e dos Direitos
Conexos.


4 - Entrega dos textos
• Os trabalhos devem ser enviados com aviso de recepção para a seguinte
morada:
Prémio Literário FNAC/Teorema
Acção Cultural Fnac
Rua Professor Carlos Alberto Mota Pinto, n.º 9 - 6 B
1070 - 374 Lisboa


Prazo limite para recepção dos trabalhos: dia 31 de Maio de 2008.


5 - Obra a premiar
• Será premiado o melhor texto;
• O vencedor será contactado telefonicamente em Julho de 2008;
• O nome do vencedor assim como o título da obra será afixado nos espaços
Fnac, no site www.fnac.pt e divulgado na imprensa.


6 - Não-devolução das obras
Nenhuma das obras concorrentes a este prémio será devolvida e serão todas
destruídas num prazo máximo de 15 dias após o anúncio do vencedor.


7- O facto de concorrer implica a aceitação do regulamento na sua
totalidade.



16 de maio de 2008

Poesia Jovem

Edward Munch (1863-1944), O Grito

Silêncio murmurante
Rogas por mim
Mas perante ti
Somos iguais
Dois irmãos banais
Não de sangue mas sim de cruz
Levar o silêncio aos silenciados
Essa tua e minha cruz
Debruça-te para mim, meu irmão,
Minha gritante Luz.

8ºA - Manuel Cruz Bucho