4 de julho de 2008

Experiência de leitura



GONZALEZ, Maria Teresa Maia, Recados da Mãe, 3ª edição, Lisboa, Verbo, 2007

O assunto deste livro é a história de duas irmãs, a Clara e a Nônô, muito unidas que perdem a sua mãe num acidente de viação. Entre estas irmãs existe muita cumplicidade e uma grande capacidade de enfrentar os problemas que acontecem nas suas vidas. Vão viver para a quinta da sua avó, onde aprendem muitas coisas e ficam lá muito tempo. Alguns anos depois separam-se, indo Clara para Moçambique Ficaram cerca de 20 anos sem se verem e, depois de tanta saudade, voltam a encontrar-se. A partir daí nunca mais perdem o contacto uma com a outra apesar de viverem muito longe.
Gostei muito da Nônô, porque era uma menina querida que, apesar de ser nova, tinha muita calma e uma grande capacidade de enfrentar os problemas. Não gostei da tia Amélia, pois era um pouco antipática e racista. Por vezes, não aceitava as ideias das netas e era chata.
Agradou-me o desfecho desta história porque elas se reencontraram e ficaram unidas e felizes para sempre.
Daniel Marques, 7º B

1 de julho de 2008

Conheces o escritor pontessorense?



Garibaldino de Andrade, "professor de meninos". ( Ponte de Sor, 1914 - 1970 )
O que do legado intelectual de Garibaldino de Andrade chegou à Escola, através de selectas, enciclopédias e dicionários de literatura, foi a referência como figura marcante do neo-realismo português, centrado no homem e na terra do Alentejo, e em Angola, à sua acção como inspirador e co-fundador da primeira editora que, há quase cinquenta anos, praticou a lusofonia, - a "Imbondeiro"- publicando exclusivamente autores de língua portuguesa, consagrados e iniciados. E a outra menção que se faz , ao correr da biografia, de ter sido professor do ensino primário, está longe de contemplar o desempenho precursor que ele teve enquanto "professor de meninos" (como gostava de se designar) na sua "escolinha" da Palanca, povoação agrícola de forte implantação europeia próxima da cidade angolana de Sá da Bandeira, onde foi colocado quando se transferiu do Alentejo para Angola, em 1953.
Cinquenta anos passados sobre o nosso primeiro encontro, naquela mesma cidade, em 1957, onde permaneceu até poucos meses antes de regressar a Portugal, para tratamento de uma doença incurável que teve o desfecho esperado em Fevereiro de 1970, seria imperdoável não "trazer" a um jornal como a "PÁGINA" a memória de um "professor de meninos" para quem a Escola não servia apenas para ensinar a ler, escrever e contar, - da mesma maneira como o tinham ensinado a ele – mas também para mostrar caminhos no grande mundo .
A brincar, falando sério, citava a propósito aquele que fora seu professor no Liceu de Portalegre, José Régio, a quem dedicara o primeiro livro, Vila Branca:
*
"Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada"...
*
Diga-se que Garibaldino de Andrade, além de escritor notabilizado por uma escrita perfeccionista, editor e livreiro com um sentido de "missão" numa Angola ainda não desperta do sono colonial, foi um dos professores primários que, no Ultramar, aderiu à ideia da "escola nova", aplicando o "método global" (só entronizado na Metrópole após o 25 de Abril), mas já com uma abrangência que alguns colegas e encarregados de educação "tradicionalistas" consideravam "bizarra". Contudo, outros colegas havia: aqueles que, com ele, lançaram uma colecção de textos didácticos inovadores, intitulada, emblematicamente, "Colecção Primavera", editada pela "Imbondeiro", que chegou a ser distribuída com sucesso em Portugal. Foram seus autores, além de Garibaldino, Almeida Abrantes, Brito de Figueiredo e António Henriques Carneiro.
"Bizarramente", o ecologista Garibaldino levava os seus alunos, nas manhãs de sábado, a cuidar da horta e dos animais que alimentavam a cantina escolar, acompanhando o desenvolvimento das plantas, o nascimento dos pintos e dos coelhos e, na matança festiva do porco, comparando as suas vísceras com as do homem... Quando dessa prática chegou uma queixa à Direcção Escolar Distrital, formulada pelos paizinhos que, sendo agricultores, educavam os filhos para funcionários públicos, com direito a gravata e mãos de veludo, respondeu aristotelicamente que semeando hortícolas, plantando fruteiras e observando os bichos domésticos os alunos faziam trabalhos manuais e aprendiam, ao vivo, ciências da natureza.
Para Garibaldino a "escola nova" já era "pós-moderna"... Assim a classificaria certamente o professor holandês da Universidade de Han, Jacques Overhoff, que a "PÁGINA" entrevistou há tempos, na qual defendia a necessidade urgente de uma educação ambiental, antes que acontecesse o "desastre" ecológico previsível para quando se esgotasse o tempo do "relógio biológico acelerado" regulador duma sociedade que não se dava conta de que quanto mais se afastava da natureza mais dependente se tornava da farmácia, onde, em último recurso, ia buscar os produtos compensatórios criados pela indústria para colmatar a perda ou desactivação das energias naturais.
Hoje, e certamente não esquecido das proposições de Hubert, Claparède, Ferrière ou Freinet e outras que terá seguido após a sua formação na Escola do Magistério de Coimbra, Garibaldino diria certamente que delas fizera a síntese da "escola necessária" para transmitir o admirável sentido da "placenta" terreal em que se formara o ser humano, pensando que um "professor de meninos" deveria ensinar sempre aos seus educandos, não com a visão baconiana catastrofista de que "coisa alguma perdura, tudo passa", mas, como "corrigia" o Eclesiastes: "tudo passa, só a terra fica." E como advertência de que o futuro estava na mão do homem, evocaria uma reflexão de Einstein, salvo erro, segundo a qual quando as abelhas desaparecessem da face da Terra (pelas suas conexões com os organismos vivos) o homem desapareceria a seguir. »

Autor do Artigo
Leonel Cosme
Escritor - Jornalista, Porto

Mais informações em:
Produção Científica NacionalProdução Científica Portuguesa em Ciências Sociais e Humanas: publicações em revistas nacionais e estrangeiras 1989-2001 \ Ficha de Artigo
Título:
Garibaldino de Andrade em Angola : um destino inquietante
Autor(es):
Cosme, Leonel




25 de junho de 2008

Sugestão de Leitura - Françoise PERRUDIN



Françoise, PERRUDIN, Civilizações Antigas




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22 de junho de 2008

Experiência de leitura



GONZALEZ, Maria Teresa Maia, Os Campistas, 2ª edição, Lisboa, Verbo, 2005

Este livro conta a história do Diogo, um rapaz que não conhece o avô paterno, com quem o seu pai cortou relações há muito tempo. Porém, ao receber uma carta do seu tio Francisco, o Diogo fica a saber que o seu avô está vivo e está num lar. Apesar de não ter muito apoio familiar, Diogo vai visitar o avô que fica a conhecer bastante bem. Ele acaba por ter a ideia fantástica de ir acampar com o avô, mas como este tem um problema de saúde, acampam no quintal do Diogo, num fim-de-semana em que os seus pais não estão em casa.
A personagem de que mais gostei foi o avô do Diogo, pois foi simpático e teve uma boa atitude para com o neto, mesmo não se dando bem com o filho. Por outro lado, não gostei do pai do Diogo, porque cortou relações com o seu próprio pai e isso não está certo.
O momento da acção que eu gostaria de ter vivido foi quando o Diogo encontrou uma pessoa de família que não conhecia, porque acho que devemos conhecer todos os elementos da nossa família e termos um bom relacionamento.
Aconselho este livro aos meus amigos, porque é interessante, as personagens conseguiram alcançar os seus objectivos e é um livro pequeno e de fácil leitura.


Daniela Bispo, 7ºA

18 de junho de 2008

INFORMAL N.º 3



Já pode ler:



Plano Escolar de Leitura da ESPS

(IN)FORMAL 3








16 de junho de 2008

PRÉMIO DO LIVRO EUROPEU


Em cooperação com a Comissão Europeia, foi instituído em 2007 o Prémio do Livro Europeu, criado pelo semanário Le Nouvel Observateur e por outros media, tais como Le Monde, Le Soir, RTBF ou Euronews.

O objectivo do prémio é distinguir uma obra que fale da Europa, a selecção abrange qualquer género literário (romance, ensaio, biografia, BD). São elegíveis obras publicadas entre 1 de Setembro de 2007 e o inicio de Outubro de 2008, que transmitam uma visão construtiva da Europa seguindo diversas abordagens : históricas, políticas, filosóficas, jurídicas, económicas, sociais, culturais, etc.
O prémio tem um valor de 20 000 euros.

A escolha do galardoado será feita por um comité composto por 14 membros entre os quais se encontram Jacques Delors, Erik Orsenna, Walter Veltroni e o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva.

O prémio, presidido por Henning Mankell, escritor sueco de fama internacional, e apadrinhado por Jacques Delors, será entregue a 10 de Dezembro, no Parlamento Europeu em Bruxelas.

As obras a candidatar devem ser entregues, até ao dia 20 de Junho, no Instituto Franco Português, em Lisboa, ao cuidado de Claire Dupuy / Responsable du Bureau du livre -
Av. Luís Bivar, 91, 1050-143 Lisboa.
Relativamente às obras potencialmente elegíveis cuja edição esteja prevista para depois desta data e até ao final de Outubro de 2008, pode ser entregue uma cópia ou um excerto do manuscrito.

13 de junho de 2008

Experiência de Leitura



CUNHA, Luísa Fortes, Teodora e a Poção Secreta, 5ªEdição, Editorial Presença, 2005

Teodora, uma rapariga fada, este ano tem uma nova missão que consiste em criar um perfume. Para tal, Teodora terá de ir ao castelo de Kromliov-Gras para fazer um estudo sobre Perfumes, mas terá de ter muito cuidado com Pooka que vai tentar causar-lhe muitos problemas. Felizmente, poderá contar com a ajuda de Alex e Gil. Teodora e os seus amigos terão de ser bem sucedidos, pois o mundo paralelo depende deles!!! No final, Teodora mostra que o seu perfume irá proteger e defender o mundo paralelo de Pooka e outros seres maléficos.
A personagem que mais gostei foi o Alex, porque achei muito interessante o facto dele se transformar em Lobisomem e, mesmo na forma de humano, ele ter uma super visão. Não gostei da Gioconda, porque, além de ser muito má com a Teodora, é irritante.
Agradou-me o desfecho da história, porque tudo acabou bem, pois a Teodora ganhou o prémio para a melhor Poção e Pooka desapareceu.
Aconselho este livro aos meus amigos, pois apesar deste livro fazer referência a factos reais, está repleto de magia e fantasia e contem muita acção.


Hugo Bettencourt Martins 8ºB, nº10