4 de agosto de 2008

4 de Agosto de 1578 - D. Sebastião desaparece em Alcácer-Quibir

(Imagem da net)

Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
.......
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

Fernando Pessoa, Mensagem

28 de julho de 2008

Cecília Meireles - Poetisa Brasileira

Joana Homem de Castro


Por que me falas nesse idioma? perguntei-lhe,sonhando.

Em qualquer língua se entende essa palavra.

Sem qualquer língua.

O sangue sabe-o.

Uma inteligência esparsa aprende

esse convite inadiável.

Búzios somos, moendo a vida

inteira essa música incessante.

Morte, morte.

Levamos toda a vida morrendo em surdina.

No trabalho, no amor, acordados, em sonho.

A vida é a vigilância da morte,

até que o seu fogo veemente nos consuma

sem a consumir.

21 de julho de 2008

Sugestão de Leitura - Aquilino Ribeiro

Nicolau Poussin, Faunos


* Recomendação especial para os alunos de Literatura Portuguesa
(...mas também podes ler)


20 de julho de 2008

Efemérides - 20 de Julho - Nascimento de Francesco Petrarca


Francesco Petrarca (Arezzo, 20 de Julho de 1304 - Arquà Petrarca, 19 de Julho de 1374) foi um importante intelectual, poeta e humanista italiano, famoso, principalmente, devido ao seu Romanceiro. É considerado o inventor do soneto, tipo de poema composto por 14 versos, organizados em duas quadras e dois tercetos. (in Wikipédia, c/ alterações)


A paz não tenho, e sem ter motivo vou à guerra:
e temo, e espero, e ardo em fogo, e sou de gelo,
e quero subir ao céu e caio em terra,
e nada abraço e o universo ando a contê-lo.


Tal é minha prisão, que não se abre, e não se encerra:
prende-me o coração, mas sem prendê-lo,
não me dá vida ou morte, Amor, e erra
minha alma sob o enorme pesadelo.


Odeio-me a mim mesmo, alguém amando,
grito sem boca ter, sem olhos vejo,
e quero morrer, e a morte me apavora.


Nutrindo-me da dor, chorando eu rio:
igualmente não me importam a morte e vida:
eis o estado em que me encontro, Senhora, por vós.

16 de julho de 2008

Ler é um Prazer


Um livro pode acompanhar-te...onde quer que estejas!

11 de julho de 2008

Experiência de leitura


GONZALEZ, Maria Teresa Maia, Dieta e Borbulhas, Lisboa, Difel, 2003

Este livro fala da história de duas irmãs muito diferentes. A Sara tem 14 anos e um corpo formidável e invejado por todos. Porém, a sua irmã Catarina, com 15 anos, considera-se muito gorda e faz dietas extremas. Com a chegada do Verão, ela não queria que as pessoas, especialmente o Miguel, o seu grande amor, a vissem naquele estado. A mãe, preocupada com a sua filha, leva-a a um Psicólogo, o Dr. Elias, que a ajuda nesta etapa difícil da sua vida. Catarina acaba por ser hospitalizada, mas é visitada pelo seu amigo Afonso, que também tinha estado internado recentemente devido a um cancro. Quando o seu amigo Afonso morre, Catarina fica muito triste e aprende que toda a gente é diferente e temos que aceitar essas diferenças.
A personagem de que mais gostei foi do Doutor Elias, pois era simpático e muito atencioso para com a Catarina. Não gostei da sua irmã, porque era má para a Catarina e só lhe chamava “gorda”, o que a tornava ainda mais infeliz.
Desagradou-me o desfecho da história, pois o amigo da Catarina faleceu, o que foi muito triste.
Aconselho este livro aos meus amigos, porque ensina os jovens a terem cuidados e a não cometerem certos erros como a Catarina. De facto, se uma pessoa acha que está gorda deve praticar desporto e ter uma alimentação saudável em vez de fazer dietas perigosas.


Filipa Rosa, 7ºB

4 de julho de 2008

Experiência de leitura



GONZALEZ, Maria Teresa Maia, Recados da Mãe, 3ª edição, Lisboa, Verbo, 2007

O assunto deste livro é a história de duas irmãs, a Clara e a Nônô, muito unidas que perdem a sua mãe num acidente de viação. Entre estas irmãs existe muita cumplicidade e uma grande capacidade de enfrentar os problemas que acontecem nas suas vidas. Vão viver para a quinta da sua avó, onde aprendem muitas coisas e ficam lá muito tempo. Alguns anos depois separam-se, indo Clara para Moçambique Ficaram cerca de 20 anos sem se verem e, depois de tanta saudade, voltam a encontrar-se. A partir daí nunca mais perdem o contacto uma com a outra apesar de viverem muito longe.
Gostei muito da Nônô, porque era uma menina querida que, apesar de ser nova, tinha muita calma e uma grande capacidade de enfrentar os problemas. Não gostei da tia Amélia, pois era um pouco antipática e racista. Por vezes, não aceitava as ideias das netas e era chata.
Agradou-me o desfecho desta história porque elas se reencontraram e ficaram unidas e felizes para sempre.
Daniel Marques, 7º B