8 de outubro de 2008

CONCURSO - A PAZ COMEÇA COMIGO

O LIONS CLUBE está a promover um concurso literário, subordinado ao tema "A PAZ COMEÇA COMIGO".

Podem participar os jovens das escolas, com idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos, completados até 15 de Novembro de 2008.


Os trabalhos, um texto em prosa ou poesia, devem ser originais e apresentados sob a forma manuscrita ou em word e não exceder uma página A4. Devem ser entregues até dia 15 de Dezembro de 2008.


Para mais informações, consultar o regulamento na Biblioteca da Escola.

7 de outubro de 2008

Experiência de leitura

GONZALEZ, Maria Teresa Maia, Clube das Chaves – Põe Tudo em Pratos Limpos, 9ª edição, Editorial Verbo, 2007

Este livro retrata a vida quotidiana de quatro amigos que se juntaram para fazer um grupo de investigação. Em cada livro desta colecção, eles tentam descobrir o local a que corresponde a chave deixada pelo avó Cosme. O grupo é formado pelo Pedro, a personagem principal e neto do avô Cosme, a sua irmã Anica, o seu melhor amigo Frederico, e uma prima, a Guida. Apesar de todo o trabalho do grupo para desvendar os mistérios, nem tudo é um mar de rosas, pois existe o fantasma da O.R.D.E.M., que faz tudo para estragar os planos. O fantasma é quem eles menos esperam, ou seja, é o Vasco, o irmão mais novo da Guida. A sala onde o grupo se reúne é a garagem do Pedro, o presidente do Clube das chaves. Depois de várias tentativas para desvendar o mistério eles vão parar a uma quinta, situada no Norte, onde, finalmente, conseguem desvendar o mistério da chave.
A minha personagem favorita foi o Pedro porque é um rapaz calmo, inteligente e, principalmente, porque consegue resolver os enigmas que parecem não ter solução.
Aconselho este livro aos meus amigos, porque apesar de contar uma aventura, também conta muitos aspectos da História do nosso país, como os monumentos e o estilo manuelino. Com este livro conseguimos aprender várias coisas importantes para a nossa cultura geral.
Mª Inês Raposo, 8ºA

29 de setembro de 2008

Barca Bela

Bete Brito, «Pescador solitário»

Pescador da barca bela,

Onde vais pescar com ela.

Que é tão bela,

Oh pescador?

***

Não vês que a última estrela

No céu nublado se vela?

Colhe a vela,

Oh pescador!

***

Deita o lanço com cautela,

Que a sereia canta bela...

Mas cautela,

Oh pescador!

***

Não se enrede a rede nela,

Que perdido é leme e vela

Só de vê-la,

Oh pescador!

***

Pescador da barca bela,

Inda é tempo, foge dela,

Foge dela,

Oh pescador!


Almeida GARRETT

25 de setembro de 2008

Está Atento/a!


Arcimboldo, Outono, 1573

«Saramago diz que próximo romance sai no Outono
Lisboa, 19 Abr (Lusa) - O novo romance de José Saramago, "A Viagem do Elefante", deverá sair no Outono, anunciou o escritor numa entrevista publicada hoje no semanário `O Sol`.
"O livro não está muito adiantado, está a metade. Espero acabá-lo este Verão e que se possa publicar no Outono (...) É um livro muito difícil, mas que me tem dado muita satisfação", disse o Nobel da Literatura de 1998.
Saramago, 85 anos, não adianta, contudo, pormenores acerca do seu novo romance: "Pôr um elefante a viajar não é uma invenção minha. É um facto histórico (...) Agora, se perguntarem que elefante é esse, lamento muito, mas não...".
O escritor, hospitalizado no final do ano passado em Espanha com uma pneumonia, estará quarta-feira em Lisboa para inaugurar a exposição "José Saramago: A Consistência dos Sonhos", no Palácio da Ajuda.
Falando sobre o seu processo criativo, José Saramago diz que é "um escritor atípico".
"Só escrevo porque tenho ideias. Sentar-me a pensar que tenho que inventar uma história para escrever um livro nunca me aconteceu e nunca me acontecerá", acrescentou.
Quanto ao acordo ortográfico, que o Parlamento português deverá em breve ser chamado a ratificar, Saramago afirma que não mudará a sua maneira de escrever e duvida que ele seja necessário: "Continuarei a escrever como escrevo. Os editores e os revisores que façam o seu trabalho e que corrijam as palavras segundo a nova moda".
Questionado acerca das suas relações com o PCP, Saramago respondeu: "Não há afastamento nenhum (...) Continuo a ser exactamente a mesma pessoa, com o mesmo tipo de relação com um partido que aceitei livremente".
O escritor garante que "segue" a linha do partido, "mas de uma forma crítica" e que lhe parece "mais útil".
Num registo mais íntimo, o escritor define-se como "um sentimental" e "uma pessoa de afectos", rejeitando a "arrogância" que lhe é por vezes atribuída: "De arrogante não tenho nada".
José Saramago admite ser "austero", mas considera que "uma austeridade de carácter não é defeito, pelo contrário".»



AC.
Lusa

22 de setembro de 2008

Morreu Luciana Stegagno Picchio


Ed. Caminho



Luciana Stegagno Picchio filóloga iberista, historiadora da cultura e crítica literária italiana foi professora emérita da Universidade de Roma «La Sapienza» depois de ter nela leccionado, como professora catedrática, de 1969 até 1996 Língua e Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira.

Foi também professora visitante em muitos países entre os quais principalmente Portugal, Brasil e Estados Unidos.

Licenciada em Arqueologia grega pela Universidade de Roma, participou de várias empresas científicas e editoriais italianas e estrangeiras como o Dizionario delle Opere e dei Personaggi Bompiani e a Enciclopedia dello Spettacolo. Colaboradora em Boston do linguista Roman Jakobson em estudos de Literatura Medieval e Moderna Portuguesa (Fernando Pessoa), é autora de mais de quinhentas publicações dedicadas especialmente às literaturas e culturas de língua portuguesa. Entre as dedicadas a Portugal destacamos a Storia del teatro portoghese (Roma, 1964, trad. portuguesa, Lisboa, 1969), Profilo della letteratura drammatica portoghese (Milano, 1967), Ricerche sul teatro portoghese (Roma, 1969), edições críticas de poesia e prosa medieval, renascentista e moderna (lírica galego-portuguesa, João de Barros, Gil Vicente), ensaios críticos sobre os principais autores de língua portuguesa desde Camões e Fernando Pessoa a José Saramago. Muitos destes ensaios foram recolhidos, em versão portuguesa no volume A Lição do texto (Lisboa, 1979) e, em francês, nos dois volumes de La Méthode Philologique com prefácio de R. Jakobson (Paris, 1982).

Entre as dedicadas ao Brasil destacamos várias histórias literárias desde La littérature brésilienne (Paris, «Que sais-je?», 1982 e 1996 com trad. portuguesa e francesa) e La letteratura brasiliana (Firenze-Milano, 1972, com trad. romena, Bucaresti, 1986), até Storia della letteratura brasiliana (Torino, 1997, com ed. brasileira, História da Literatura brasileira, Rio, 1997). Amiga e Editora do poeta brasileiro Murilo Mendes, Poesia completa e prosa (Rio, Nova Aguilar, 1994), foi colaboradora do jornal La Repubblica onde publicou regularmente, desde 1987, artigos e resenhas sobre assuntos nomeadamente portugueses e brasileiros. Membro de numerosas academias, Doutor h. c. de várias Universidades, viveu e trabalhou em Roma. Morreu a 28 de Agosto aos 88 anos.

19 de setembro de 2008

Coração sem imagens - Raul de Carvalho

(Imagem retirada da net, via Google)

Deito fora as imagens.
Sem ti, para que me servem
as imagens?

Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.

Preciso habituar-me
ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.

Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.

28 de agosto de 2008

Fernanda Botelho


Ana, 2008

Esplanada


É o processo da forma seca e pobre
na calma aceitação de mais torpor:
nada que persista ou que demore
mais que o minuto calmo em que descobre
que, se o cenário mudou, a forma
continua.
E não transtorna,
nem ousa (ronceirosa)
mudar a cor da lua
ou pôr ordem no caos.
##
Esta é a fábula da lesma preguiçosa
à temperatura de 35 graus.


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