16 de dezembro de 2008

Prémio Literário José Luís Peixoto 2009 - CONTO






“Se todos os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário.” Agustina Bessa-Luís






O “Prémio Literário José Luís Peixoto” é um concurso de âmbito internacional, aberto a cidadãos de nacionalidade portuguesa, e ainda a cidadãos naturais e/ou residentes em países de língua oficial portuguesa. Para além de homenagear o patrono do prémio, José Luís Peixoto, natural do Concelho de Ponte de Sor, o mesmo tem como objectivo incentivar a criatividade literária entre os jovens, bem como o gosto pela leitura.
Neste contexto, a Câmara Municipal de Ponte de Sor promove a 3ª edição do “Prémio Literário José Luís Peixoto” em 2009 que, por ser impar, e segundo o Regulamento, se destina a premiar trabalhos inéditos na modalidade de conto.
Podem concorrer jovens que completem 25 anos de idade até ao dia 31 de Dezembro de 2009.


Os candidatos devem fazer chegar os seus trabalhos, dirigidos ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Largo 25 de Abril, 7400-228 Ponte de Sor, impreterivelmente, até ao dia 16 de Março de 2009.
Neste sentido, e porque acreditamos ser uma forma engenhosa de estimular a produção de novos escritores e divulgar a Língua Portuguesa, permita-me que, cordialmente, solicite a melhor colaboração na divulgação deste concurso junto e através da V. instituição.
Informo, ainda, que quaisquer esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos através dos seguintes contactos:

Telf: 242 204 061– FAX: 242 204 061

Telemovél: 913 691 893

e-mail: bib-ponte-sor@mail.telepac.pt

regulamento_do_premio_literario.pdf


Com muito orgulho divulgamos este Prémio Literário, pois José Luís Peixoto - jovem e talentoso escritor - foi, também, um nosso aluno!

http://bibliotecapontesor.wordpress.com

15 de dezembro de 2008

Criticar para construir...

Operação Especial

Recentemente vi o filme “Operação Especial “.
O tema do filme é a guerra e o actor principal é o famoso Bruce Williams; na minha opinião, um grande actor.
O filme retrata um pouco o que se passa no quotidiano daqueles países mais pobres que só vemos na televisão. Há uma pequena tribo e ficamos a saber que toda a família presidencial foi eliminada, excepto o filho do presidente da tribo. Perto da tribo, existe uma tenda humanitária e uma médica norte-americana que ajuda a cuidar das pessoas que sofrem ataques provocados pela guerra. Entretanto, uma tropa de elite foi enviada para ir buscar a médica, mas não tinham como objectivo salvar mais ninguém. Os militares, contudo, ficaram tão comovidos com tantos mortos e com tanta desgraça que decidiram ir contra a sua missão: não salvar só a médica, mas sim o resto da tribo. Passados alguns dias de guerra contra outra tribo (os rebeldes que os queriam eliminar), eles chegaram a um sítio onde estavam a salvo: era um porto de abrigo onde já não poderiam ser atacados.
É um excelente filme, muito verdadeiro, e mostra o que se passa na vida real. É um filme que comove e dá vontade de ver novamente e com bastante atenção. Foi dos melhores que já vi até hoje.

Cláudia Sousa
8ºD Nº6

14 de dezembro de 2008

Mário Quintana




















ESPELHO

Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste...



A morte de Mário Quintana - 1994 -

Rede Globo




POEMINHA DO CONTRA

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


tbordignon@bol.com.br

13 de dezembro de 2008

Criticar para construir...

Crítica ao programa “Sociedade Civil” – RTP2


O “Sociedade Civil” é um programa transmitido pelo canal televisivo RTP2. O programa em questão é um programa culto, com interesse para todos e aborda assuntos políticos, sociais, entre outros. Para além disso, todos têm a possibilidade de participar. De que modo? Este programa criou um “blog” onde qualquer pessoa pode expressar a sua opinião e, depois, esta é divulgada e discutida pela apresentadora Fernanda Freitas e pelos convidados.
Estranhamente este programa, com tantas qualidades, tem um “share” muito reduzido, mas porquê? As pessoas, ultimamente, em relação à política, só se interessam, de facto, com a parte da economia, enquanto este programa aborda vários temas, um deles a cidadania.
Todas as pessoas deviam ver este programa, é de interesse geral e aqueles que acham que têm uma “solução” para resolver algum problema, liguem ou enviem comentários para o “blog“.
Concluindo, a minha opinião em relação a este programa é bastante favorável, todos deviam vê-lo, nem que fosse apenas uma única vez.

João Francisco P. D. M. Zêzere
Nº12; 8ºD

12 de dezembro de 2008

Marina Colasanti


Marina Colasanti nasceu em 1938 em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália. Em 1948 mudou-se para o Brasil. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle; em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas, como o III Salão de Arte Moderna. Nos anos seguintes, atuou como colaboradora de periódicos, apresentadora de televisão e roteirista. Em 1968, lançou seu primeiro livro, Eu Sozinha; Depois deste já publicou mais de 30 obras, entre literatura infantil e adulta. Seu primeiro livro de poesia, Cada Bicho seu Capricho, foi lançado em 1992. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia, por Rota de Colisão, e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil, por Ana Z Aonde Vai Você? Dentre suas obras estão: E por falar em amor; Contos de amor rasgados; Aqui entre nós, Intimidade pública, Zoológico, A morada do ser, A nova mulher, Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Gargantas abertas, Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento. Suas crônicas estão reunidas em vários livros, dentre os quais Eu Sei, mas não Devia. Nelas, a autora reflete, a partir de fatos cotidianos, sobre a situação feminina, o amor, a arte, os problemas sociais brasileiros, sempre com aguçada sensibilidade. Colabora, também, em revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna.

wikipedia





Eu sei, mas não devia



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.

"Eu sei, mas não devia" , Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996



A Moça Tecelã


Uma narrativa fantástica, onde num mundo imaginário, uma jovem usa o tear para tecer sua vida. Tece guiada por sua imaginação. Tem tudo o que deseja, até que sente a necessidade de um marido. Tece o marido do jeito que o idealizou. Com ele tem um romance, sonha em ser feliz e constituir uma família. Porém, ele age contrariamente a seus anseios. Ela se deixa dominar e ele passa a explorá-la , até levá-la à exaustão. O marido enclausura a esposa, que confinada, vê-se obrigada a satisfazer seus caprichos e a se dedicar a inúmeros afazeres domésticos, a ponto de desistir da maternidade. Triste e isolada, recorda-se de sua vida simples, mas em liberdade. Reage. Como quem planeja cometer um crime, ela planeja sua destruição. Espera que ele adormeça, executa seu plano. Numa atitude reacionária e de transgressão, puxa o fio e sozinha, destrói o companheiro e reconquista sua liberdade.


Entrevista com Marina Colasanti - Parte 1


tbordignon@bol.com.br

Por um dia...

(Imagem retirada da Net, via Google)

Por um dia,
Gostaria de ser tudo o que nunca fui.
Por um dia,
Gostaria de fazer tudo o que nunca consegui fazer.
Por um dia,
Gostava de destruir limites, contornar horizontes.
Por um dia,
Adorava esquecer o passado e ter a sensação de liberdade que esqueci.
Por um dia,
Queria, sonhar mais, gritar mais e pensar menos.
Por um dia,
Queria perder-me na imensidão, fugir à escuridão.
Por um dia,
Queria sentir todo o universo.
Por um dia,
Queria fugir e encontrar-me.
Por um dia,
Desejava profundamente rasgar a folha sem falhas,
A escrita sem erros, deixar cair o pano.
Por um dia,
Queria mostrar quem sou, deixar de ser eu compreender-me.
Por um único dia,
Gostava que a imperfeição da nossa vida,
Destruísse a perfeição aborrecida,
E de tão perfeita pudesse parecer,
Que a imperfeição jamais seria vencida.
A imperfeição por mim tão amada e querida.
Enfim, por um dia queria que este dia chegasse.
Dália Nobre, 8ºB

10 de dezembro de 2008

Criticar para construir...


“Morangos com Açúcar” nos dias de hoje

Todos os dias úteis da semana, das 18 horas às 20 horas, na TVI, é transmitida a série que todo o Portugal conhece: “Morangos com Açúcar”. Os criadores e produtores dizem que, na série, abordam temas importantes e abordam também a actualidade. Pois bem, eu venho por este meio informar que é tudo mentira. Tenho assistido ocasionalmente a alguns episódios e, de facto, fiquei escandalizada com o tipo de informação que ali passa… Como, por exemplo, adolescentes que fumam e dizem asneiras, mentem e manipulam os pais e não são penalizados, e adolescentes de 15 e 16 anos que têm relações sexuais como se não houvesse mal nenhum!
Bem, é verdade que falam de assuntos importantes e actuais, mas não o fazem da maneira certa. Na verdade, eles não falam da actualidade e da realidade. Na verdade, eles criam uma outra realidade. Mas uma realidade incorrecta, com “ondas de ser rebelde e tal”. Mas não pode ser assim! É preciso, urgentemente, fazer algo em relação a isto, pois daqui a algum tempo os filhos adolescentes pensam que podem fazer tudo o que querem incluindo mandar nos pais.
Pelo que foi dito, fica claro que a minha opinião não pode ser mais desfavorável em relação a esta série…


Beatriz Abrantes 8ºD