7 de novembro de 2010

Almeida GARRETT - poesia lírica





A brisa vaga no prado,  
Perfume nem voz não tem; 
Quem canta é o ramo agitado, 
O aroma é da flor que vem. 

 
A mim, tornem-me essas flores 
Que uma a uma vi murchar,  
Restituam-me os verdores 
Aos ramos que eu vi secar... 

 
E em torrentes de harmonia 
Minha alma se exalará,  
Esta alma que muda e fria 
Nem sabe se existe já. 

Almeida Garrett

4 de novembro de 2010

Concurso Literário - DIA MUNDIAL DA S.I.D.A.

Gabinete de Saúde da ESPS

Escola Secundária c/ 3.º CEB de Ponte de Sôr
Ano lectivo 2010/2011

Dia Mundial da Luta contra a SIDA
Concurso literário e de ilustração

Regulamento

Destinatários: Podem concorrer todos os alunos do Ensino Básico e do Ensino Secundário matriculados na Escola secundária de Ponte de Sor no ano lectivo de 2010/2011, a título individual ou em grupos de, no máximo, 3 elementos.
Escalões de participantes: Existirão três escalões de participantes:
- 1.º escalão: 11 a 13 anos;
- 2.º escalão: 14 a 16 anos;
- 3.º escalão: 17 ou mais anos.
Caso concorram em grupo, todos os elementos deverão pertencer ao mesmo escalão etário.
Categorias: O concurso será aberto para três categorias de trabalhos: poema, composição em prosa e ilustração.
Condições de participação: Cada participante (individual ou em grupo) pode concorrer com um trabalho por categoria, num máximo de 3 trabalhos, obrigatoriamente de categorias diferentes; pode optar igualmente por apresentar a concurso apenas um trabalho ou dois trabalhos, desde que sejam de categoria diferente, neste último caso.
Apresentação dos trabalhos:
- Os trabalhos das categorias de poesia e prosa não poderão exceder uma página A4.
- Na categoria de prosa os participantes poderão optar por diversos tipos de composição escrita – carta, notícia de imprensa, conto, artigo de opinião, etc.
- Os trabalhos das categorias de ilustração deverão ser realizados em folha A4
- Na categoria de ilustração os participantes têm liberdade de escolha da técnica a utilizar: desenho, recorte e colagem, técnicas mistas, guache, lápis de cera, lápis de cor, lápis de carvão; serão aceites trabalhos que enquadrem texto (curto) na imagem.
Prazos e condições de entrega dos trabalhos: Os trabalhos a concurso deverão ser entregues ao Director de Turma até 26 de Novembro, identificado apenas pelo pseudónimo e mencionando a idade. Juntamente com o trabalho, o participante deverá entregar um envelope fechado com a identificação no interior (nome, n.º, turma, ano) do aluno/alunos, escrevendo do lado de fora do envelope o seu pseudónimo/nome do grupo e o escalão etário a que pertencem.
Classificação dos trabalhos e prémios: será atribuído um prémio ao primeiro classificado em cada categoria – poema, prosa e ilustração – e por cada escalão de participante.
Critérios de classificação dos trabalhos: os trabalhos serão classificados de acordo com os seguintes critérios:
- Prosa e poesia: uso correcto da língua materna, relevância do conteúdo para a temática, criatividade, apresentação e organização.
- Ilustração: uso correcto da língua materna (caso seja utilizado texto), criatividade, técnicas aplicadas, apresentação e organização no suporte.
NOTA: A composição do júri, a natureza dos prémios a atribuir aos primeiros classificados e a data de afixação dos resultados do concurso serão divulgados posteriormente. Para qualquer esclarecimento adicional, deverá ser contactado o gabinete de saúde.




29 de outubro de 2010

Concursos do Plano Nacional de Leitura


Concurso Inês de Castro


Agradecemos a participação das escolas na última edição do Concurso Inês de Castro, através do envio de trabalhos interessantes e motivantes.

Neste ano lectivo de 2010/2011, o desafio proposto serão os Percursos de Pedro e Inês, na modalidade de Caça ao Tesouro.


 3ª Edição do Concurso Inês de Castro 
 
 
 
 
 
 
 

24 de outubro de 2010

Sonho

imagem: Oksana


       Estava escuro, o vento percorria-me sem sentido nem direcção, a água estava fria ouvia-se ao bater nas rochas, e a espuma que nela aparecia molhava-me até aos tornozelos. As estrelas que me iluminavam o olhar pareciam querer falar-me, serviam-me de certezas e esperanças.
        Esperava que me dissessem aquilo que eu queria ouvir mas… pareciam mudas…. ou estariam a contrariar-me?
        Observava o infinito e tentava ver-te, ver o teu rosto reflectido nas águas frias mas límpidas daquele imenso mar, naquela noite de verão.
        Estava presa, presa num paralelismo de te querer, voltar a ver-te, sentir-te, ouvir-te, abraçar-te acariciar-te!
        Fiz voluntariado para o sacrifício pois nunca, mas nunca, quis para ti o mal, sofri com o teu mal, alegrei-me com o teu bem, e nunca te quis trocar por nada nem ninguém.
Só me lembrava que nu dia formoso, eu passei dava o sol tanta luz, e os meus olhos que vagos giravam em teus olhos ardentes…
       Que fez ele?  Eu que fiz? Passava o tempo a fazer perguntas retóricas, mas sei que a partir daquele momento a viver comecei!
       Não, não vou esquecer o passado, a outra vida que dantes vivi, foi um sonho talvez, um sonho em que paz tão serena dormi, ohhhh que doce era aquele sonhar em que eu te tinha e tudo se articulava em sentimentos inexoráveis.


                                                                                         Inês Bernardino

16 de outubro de 2010

Almeida GARRETT - poesia lírica


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Perfume da Rosa
Quem bebe, rosa, o perfume
Que de teu seio respira?
Um anjo, um silfo? ou que nume
Com esse aroma delira?
 5 Qual é o deus que, namorado,
De seu trono te ajoelha,
E esse néctar encantado
Bebe oculto, humilde abelha?
- Ninguém? - Mentiste: essa frente
10 Em languidez inclinada,
Quem ta pôs assim pendente?
Dize, rosa namorada.
E a cor de púrpura viva
Como assim te desmaiou?
15 e essa palidez lasciva
Nas folhas quem ta pintou?
Os espinhos que tão duros
Tinhas na rama lustrosa,
Com que magos esconjuros
20 Tos desarmam, ó rosa?
E porquê, na hástea sentida
Tremes tanto ao pôr do sol?
Porque escutas tão rendida
O canto do rouxinol?
25 Que eu não ouvi um suspiro
Sussurrar-te na folhagem?
Nas águas desse retiro
Não espreitei a tua imagem?
Não a vi aflita, ansiada...
30 - Era de prazer ou dor? -
Mentiste, rosa, és amada,
E também tu amas, flor.
Mas ai! se não for um nume
O que em teu seio delira,
35 Há-de matá-lo o perfume
Que nesse aroma respira.