28 de novembro de 2010

Almeida GARRETT - poesia lírica


        
 
  A um Amigo 

Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Almeida Garrett, Folhas Caídas

24 de novembro de 2010

A China - Lexiaguo - Paisagens


       Este ano temos na nossa escola, no 10º ano, um aluno natural da China. Frequenta a disciplina de Português língua não materna e, apesar de ter ainda bastantes dificuldades, tem proporcionado à sua professora e aos colegas muita curiosidade sobre o seu país e a sua cultura.

    Curiosamente, hoje chegou-nos ao mail este powerpoint que aqui vos deixamos, pela sua extrema beleza. As notas estão em Castelhano, mas também isso não é impedimento. Espero que o seu autor nos perdoe a ousadia e gostaríamos de lhe agradecer o trabalho, seja ele quem for!
 

18 de novembro de 2010

Poesia hispano-árabe





O povo Branco

Ó NOBRE POVO, que fostes de terras da luz
Expulsos e abandonados
Ó filhos da lua crescente,
Que o sol queima
Sem clemência nem misericórdia
Sem dó, nem pena, ardentemente

Ó NOBRE DEUS, que com suas vestes brancas
Cavalga pelo deserto
Sem Norte nem sul, com o coração orgulhoso
E imponente,
Sem rumo, sem destino, incerto

Ó AMANTE DE ÁLA, que oras rastejando
Os teus joelhos no chão de mármore
Pedindo aos céus que os homens
Deixam de ser cegos,
Ai! Que vives os desejos amando

Ó FILHO DA LUA CRESCENTE, tal sina tua
De ser pelos demais chamado de infiel
Quando apenas buscavas a verdade em terras da luz
Com sangue foste castigado
Sem medo suportaste tal fortuna cruel

Ó BELO PRINCIPE DE ROSTO ESCONDIDO, foge para o deserto
Lá Deus é generoso contigo
Foge para longe daquele que te tem como refém
Nas frias prisões de Sevilha
Fuga rápida em cavalo negro do teu inimigo

Ó TAL ROSTO DE BRONZE, nunca mais eu esqueci
Pois tal povo que foi para o deserto fugido
Deixou marcas profundas em terras da luz
Na minha boca explodem frases de MOUROS
E de príncipes ocultos e encantados, em castelos de pedra
Corro nos laranjais perdido nos Algarves e no Alentejo
Ouvindo as vozes desse povo que outrora residiu AQUI

Escrito por: Nahan Quasar Warda
Inspirado por: ALVES Adalberto, O meu coração é árabe, Poesia Luso-árabe

17 de novembro de 2010

Literatura oral e tradicional




Se Baleisão fosse meu
Como eu tinha na vontade
Fazia de Beja aldeia
De Baleisão, cidade


Ó Baleisão, Baleisão,
Ó terra baleisoeira,
Eu hei-de ir pra lá morar,
Queira o teu pai ou não queira!
Queira o teu pai ou não queira,
Queira a tua mãe ou não,
Ó terra baleisoeira,
Ó Baleisão, Baleisão!


Em terra de Baleisão,
Morreu uma camponesa.
Só por querer ganhar o pão,
Para os filhos, que tristeza!





http://4.bp.blogspot.com/_Z_igQ4oeulA/S60E1gWevaI/AAAAAAAABd4/ocA7BpcPx9Y/s1600/expo+GC+Baleiz%C3%A3o.jpg

13 de novembro de 2010

MACHADO DE ASSIS



Photobucket


Acesse blog da ABL - Machado de Assis



ABL - Academia Brasileira de Letras