28 de abril de 2011

Maternidade

Almada Negreiros

Para uma mãe mal seria
Que o seu filho não lhe desse
A maior alegria
Neste mundo que esmorece

Com os olhos profundos
Ela observa a criança
Segurando-a no colo
Cheia de amor e esperança

Duas almas unidas
A da mãe e o seu filho
A ternura no olhar
De quem só sabe amar...

Joana Caetano, 8º C

Há felicidade na mãe
E percebe-se o porquê
Uma criança ao colo
É logo o que se vê

Um olhar amoroso
Um olhar querido
É amor constante
É amor unido

É um bebé lindo
Na palma da sua mão
Observa-a com os olhos
E guarda-o no coração

Nunca o deixará partir
É a razão da sua vida
Uma alma bondosa
Uma alma querida

Maria Leão, 8º C


27 de abril de 2011

A um Amigo

V. Kush





Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os  ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

18 de abril de 2011

7 de abril de 2011

Quadras

Abro a minha janela
E olho p'ra minha rua
Observo a minha aldeia
Que é minha e não é tua.

Tanto no céu como no mar,
Sou feliz a toda a hora,
Pois de tanto te amar
Eu só penso em ti agora!

Tenho o mundo numa folha
Tenho o mundo em minha mão
O mundo no pensamento
E este no coração.

Alunos do 8ºC