8 de maio de 2011

28 de abril de 2011

Vida em tons de castanho

Graça Morais

Numa paisagem que corta a respiração
Montanhas castanhas
Céu azul com impressão de chuva...
Nessas montanhas
Plantas nascem murchas...
Plantas secas sem cor nenhuma...
E, no meio dessas plantas, nasce uma flor....
Uma flor que dá sinal de vida,
Vida naquele fim do mundo,
Um fim de mundo triste...

Aparece uma mulher, linda e encantadora,
Por detrás das plantas murchas
E então...
A única  flor que existe neste fim do mundo flutua...
E transforma-se numa árvore de bagas comestíveis...
A mulher encosta-se à árvore e,
Como por magia, uma viola nasce...
A mulher fez um milagre!
Deu vida a uma coisa inanimada!
De uma flor nasce uma mulher
Que dá vida aquele fim mundo....
Uma flor vermelha, que simboliza o amor
Amor naquele fim do mundo
Que já não é o fim do mundo...

Maternidade

Almada Negreiros

Para uma mãe mal seria
Que o seu filho não lhe desse
A maior alegria
Neste mundo que esmorece

Com os olhos profundos
Ela observa a criança
Segurando-a no colo
Cheia de amor e esperança

Duas almas unidas
A da mãe e o seu filho
A ternura no olhar
De quem só sabe amar...

Joana Caetano, 8º C

Há felicidade na mãe
E percebe-se o porquê
Uma criança ao colo
É logo o que se vê

Um olhar amoroso
Um olhar querido
É amor constante
É amor unido

É um bebé lindo
Na palma da sua mão
Observa-a com os olhos
E guarda-o no coração

Nunca o deixará partir
É a razão da sua vida
Uma alma bondosa
Uma alma querida

Maria Leão, 8º C


27 de abril de 2011

A um Amigo

V. Kush





Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os  ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

18 de abril de 2011

7 de abril de 2011

Quadras

Abro a minha janela
E olho p'ra minha rua
Observo a minha aldeia
Que é minha e não é tua.

Tanto no céu como no mar,
Sou feliz a toda a hora,
Pois de tanto te amar
Eu só penso em ti agora!

Tenho o mundo numa folha
Tenho o mundo em minha mão
O mundo no pensamento
E este no coração.

Alunos do 8ºC