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| POSTER DE DIVULGAÇÃO DA VIDEOCONFERÊNCIA DO PRÓXIMO DIA 2 Profs. Ana Maria Tapadas, José Torres, Henriqueta Garrancho, Sérgia Bettencourt e alunos |
25 de maio de 2011
14 de maio de 2011
A Poesia Vai Acabar
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| Manuel António Pina |
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei:
«Que fez algum
poeta por este senhor?»
E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde
PRÉMIO CAMÕES - 2011
8 de maio de 2011
28 de abril de 2011
Vida em tons de castanho
Graça Morais
Numa paisagem que corta a respiração
Montanhas castanhas
Céu azul com impressão de chuva...
Nessas montanhas
Plantas nascem murchas...
Plantas secas sem cor nenhuma...
E, no meio dessas plantas, nasce uma flor....
Uma flor que dá sinal de vida,
Vida naquele fim do mundo,
Um fim de mundo triste...
Aparece uma mulher, linda e encantadora,
Por detrás das plantas murchas
E então...
A única flor que existe neste fim do mundo flutua...
E transforma-se numa árvore de bagas comestíveis...
A mulher encosta-se à árvore e,
Como por magia, uma viola nasce...
A mulher fez um milagre!
Deu vida a uma coisa inanimada!
De uma flor nasce uma mulher
Que dá vida aquele fim mundo....
Uma flor vermelha, que simboliza o amor
Amor naquele fim do mundo
Que já não é o fim do mundo...
Maternidade
Almada Negreiros
Para uma mãe mal seria
Que o seu filho não lhe desse
A maior alegria
Neste mundo que esmorece
Com os olhos profundos
Ela observa a criança
Segurando-a no colo
Cheia de amor e esperança
Duas almas unidas
A da mãe e o seu filho
A ternura no olhar
De quem só sabe amar...
Joana Caetano, 8º C
Há felicidade na mãe
E percebe-se o porquê
Uma criança ao colo
É logo o que se vê
Um olhar amoroso
Um olhar querido
É amor constante
É amor unido
É um bebé lindo
Na palma da sua mão
Observa-a com os olhos
E guarda-o no coração
Nunca o deixará partir
É a razão da sua vida
Uma alma bondosa
Uma alma querida
Maria Leão, 8º C
Etiquetas:
8º C,
Almada NEGREIROS,
Poema colectivo,
Trabalhos de alunos
27 de abril de 2011
A um Amigo
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| V. Kush |
Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.
Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.
Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.
Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.
Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
Etiquetas:
- Literatura Portuguesa; leitura
18 de abril de 2011
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