6 de junho de 2012

Dono do meu coração

(Imagem da net - via Google)
Dentro de meu coração
Tenho um cofre por abrir…
É como o mar salgado
Sem ninguém o descobrir…
Não tenho chave para ele
Porque essa tu me a tiraste!
Foi como a carta que leste
E logo depois rasgaste…
Um cofre assim por abrir
Sem chave que nele entre,
É como um mundo a sorrir,
É a paixão mais ardente…
Meu coração está selado
Tal como o cofre que te dei…
Não penses que está estragado
Só porque não o resgatei!
Enviei-te uma carta,
Escrevi o que sentia…
Um amor que não me farta
Sinto desde aquele dia!                                                                              
Nessa carta fui contar
Com toda a convicção,
Que sempre te vou amar…
            …Dono do meu coração!
                                                                       Joana Rita Caetano
                                                                       Nº9
                                                                       9ºC

20 de maio de 2012

23 de abril de 2012

Dia mundial do livro




A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro.
A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 nasceu Vladimir Nabokov.
Também a 23 de Abril nasceu e morreu William Shakespeare.
A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico. 

9 de abril de 2012

Não sei, ama, onde era


Não sei, ama, onde era,
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!).

Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?).

E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores).

Qualquer dia viria
Qualquer coisa a fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer).

Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão...

Fernando Pessoa 

30 de março de 2012