15 de outubro de 2012

Do poeta Nuno Júdice para os alunos da nossa escola.

 
 
 
 
 
 
PARA ESCREVER O POEMA
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O poeta quer escrever sobre um pássaro:
e o pássaro foge-lhe do verso.
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O poeta quer escrever sobre a maçã:
e a maçã cai-lhe do ramo onde a pousou.


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O poeta quer escrever sobre uma flor:
e a flor murcha no jarro da estrofe.
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Então, o poeta faz uma gaiola de palavras
para o pássaro não fugir.
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Então, o poeta chama pela serpente
para que ela convença Eva a morder a maçã.
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Então, o poeta põe água na estrofe
para que a flor não murche.
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Mas um pássaro não canta
quando o fecham na gaiola.


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A serpente não sai da terra
porque Eva tem medo de serpentes.


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E a água que devia manter viva a flor

escorre por entre os versos.

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E quando o poeta pousou a caneta,

o pássaro começou a voar,
Eva correu por entre as macieiras
e todas as flores nasceram da terra.


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O poeta voltou a pegar na caneta,
escreveu o que tinha visto,
e o poema ficou feito.


10-12-2007 (22h32m)a

13 de setembro de 2012

BOM ANO LETIVO 2012/2013






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26 de julho de 2012

11 de junho de 2012

Para ti...


Nesta carta eu te escrevo
Com todo o meu coração
Para dizer que te amo
Com toda a entoação.

És a chave do meu cofre,
Quero-te a toda a hora,
És chave da felicidade,
Se não te tenho, fico à nora!

Pode haver melhores que tu
Mas eu não os quero, não!
Tu és diferente de todos,
Tu tens o meu coração.

O tempo está a passar
E eu já não sei que fazer,
Pois só te consigo amar,
Amar até mais não querer.

Nesta carta quero que saibas
Que quem não luta pelo que é seu
Só quando é tarde demais
Se apercebe do que perdeu.

Então, antes de eu partir,
Apenas te quero dizer
Que me fizeste sorrir,
Fizeste-me enlouquecer!

És a chave deste cofre,
Um cofre ainda fechado,
És a chave de quem sofre
Por não te ter a seu lado.

Mais uma coisa vou dizer,
Antes desta carta eu fechar,
Que mesmo depois de eu ir,
Continuar-te-ei a amar.

                         Maria Leão, 9º C

Se não admitir, minto...


Meu amor,
Já não sei o que sinto.
É claro que não me és indiferente.
Se o disser, minto.


Não aguento lidar com isto,
Não me deixes desistir,

Mas começa a levar-me à exaustão
Este fingir...

Finjo que não sinto tudo aquilo que quero de ti,
Tudo aquilo que significas para mim.


Não vou aguentar muito mais tempo
Dá-me um sinal, eu preciso sentir que estás comigo.
Se não o admitir,
Eu minto...


Vem ter comigo, meu amor.
Acaba com esta incerteza,
Dá-me a felicidade,
Acaba com a minha tristeza.


Vamos viver o nosso amor,
Sei que não és de paixões,
Mas precisamos de nos dar
E unir os nossos corações.

Não digas que não podemos,
Que isso é o que eu sei.
Vamos acreditar que tudo vencemos
E que o nosso amor é lei!

                                      Ana Grazina, 9º C