15 de janeiro de 2009

Ary Barroso

Ary Barroso

Ary Evangelista Barroso, pianista, compositor, regente, radialista, advogado e vereador. Nasceu no dia 7/11/1903, Ubá, MG e faleceu em 9/2/1964, Rio de Janeiro, RJ.


Filho do deputado estadual e promotor público. Aos 8 anos ficou órfão de pai e mãe e foi adotado por sua avó materna. Estudou em Escola Pública num externato e em dois ginásios.


Estudou teoria, solfejo e piano com sua tia Ritinha. Com 12 anos já trabalhava como pianista auxiliar. Aos 13 anos trabalhou como caixeiro de loja. Com 15 anos fez a sua primeira composição.

Em 1920, com o falecimento de seu tio Sabino Barroso, ex-ministro da Fazenda, recebeu uma herança de 40 contos (milhões de reais hoje). Então veio ao Rio de Janeiro estudar direito.


Cursou até o segundo ano da Faculdade. Suas economias exauriram o que o fez empregar-se como pianista. Tocou ainda em muitas orquestras.


Em 1926, retoma seus estudos de direito, sem deixar as atividades de pianista até ser convidado a ir tocar na cidade de Poços de Caldas. Ali permaneceu 8 meses.


Em 1929, retornando ao Rio, trouxe na bagagem algumas composições, as quais vendeu, cedendo todos os direitos.


Começou a compor para o teatro de revista estreando em Laranja da China, de Olegário Mariano e Luiz Peixoto. Compôs também para Brasil do Amor, É do Balacobaco entre tantas outras. De 1929 a 1960, musicou mais de 60 peças.


Sua primeira música gravada foi Vou à Penha, em 1929, por seu colega de faculdade, Mário Reis. Na voz do mesmo cantor conheceu seu primeiro sucesso, Vamos deixar de intimidades.

Em 1930 vence o concurso de músicas carnavalescas com a marchinha Dá nela, recebendo o prêmio de 5 contos de réis. Com este dinheiro casou-se com sua noiva, Ivone Belfort Arantes. Com ela teve dois filhos, Flávio Rubens e Mariusa.

Neste mesmo ano bacharelou-se em Direito, na turma de Mário Reis.

Em 1931 segue para Belo Horizonte e ali, seu tio, o deputado estadual Alarico Barroso, consegue-lhe uma nomeação para juiz de Nova Resende, MG. Ary recusa o cargo e retorna ao Rio para tentar carreira através da música. Começa a compor e a ganhar dinheiro com a venda de partituras.

Em 1934 conheceu o Estado da Bahia e começa a tocar nos programas de rádio.

Apresentou seus programas de rádio na Hora H e Hora do Calouro. Nos anos 50 apresentou na TV Tupi os programas Calouros em desfile e Encontro com Ary. Seus programas revelaram nomes que fariam nome na história da Música Popular Brasileira, tais como Dolores Duran, Elza Soares, Elizeth Cardoso, Zé Keti, entre outros.

Foi locutor esportivo de corridas de automóveis e de partidas de futebol.

Em 1944 foi para os Estados Unidos convidado a compor a trilha sonora do desenho animado Você já foi à Bahia?, de Walt Disney. Por tal feito recebeu o diploma da Academia de Ciências e Arte Cinematográfica de Hollywood.

Em 1946 candidatou-se a vereador do então Distrito Federal. Não conseguiu ser reeleito e em 1950, abandonando a política.

Lutando a favor do compositor brasileiro.

Em 1953 organizou a Orquestra de Ritmos Brasileiro e com ela excursionou por vários paises da América Latina.

Em 1961 adoece seriamente de cirrose hepática, doença esta que lhe tirou a vida em 9/2/1964, um domingo de Carnaval, dia este que, na avenida era apresentando o enredo Aquarela do Brasil.

Ao todo são reconhecidas cerca de 264 composições de Ary Barroso. Ficou mundialmente com a música Aquarela do Brasil, que teve centenas de gravações em todo o mundo e foi uma das músicas brasileiras que mais produziu direitos autorais no exterior.

Fonte:http://www.geocities.com



Aquarela do Brasil

Ary Barroso















Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, prá mim, prá mim...
Ô abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória a luz da lua
Toda canção do meu amor...
Quero ver essa Dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!
Brasil, terra boa e gostosa
Da moreninha sestrosa
De olhar indiferente
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo admirá
Ô Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil,...Brasil! prá mim!... prá mim
Esse coqueiro que dá coco
Oi onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar, Brasil... Brasil,
Ô oi estas fontes murmurantes
Oi onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ôi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro,
Brasil!... Brasil!




DESENHO: AQUARELA DO BRASIL


tbordignon@bol.com.br

8 de janeiro de 2009

SOZINHA




Pensas que fizeste tudo mal
E que nada valeu a pena
Na tua mente é tudo tão irreal
E a vontade de viver tão pequena

*
Dizes que estás bem consciente
Dos actos que fazes no dia-a-dia
Mas estás louca pura e simplesmente
Com ideia no mundo da fantasia

*
Recusas aquela ajuda
Que os amigos te vão querendo dar
Preferes desenrascar-te sozinha
Nem que para isso tenhas que roubar

*
Deixaste o tempo passar
E não tomaste nenhuma atitude
Tiveste medo de revelar
Que em ti também havia virtude

*
Tu sabes qual é a sensação
De não ter ninguém para te consolar
Mas foi esse o caminho que escolheste
E contra isso já não podes lutar

*

É tarde olhares para trás
E culpares-te do que aconteceu
Pensa no que o futuro te traz
E que antiga alma morreu






7 de janeiro de 2009

Prémio de Literatura Infantil - PAPIRO 2009




A Papiro Editora está a promover o Prémio Literário Papiro 2009 remetido ao tema “Interculturalidade – Aceitar a Diferença”, na categoria de Literatura Infantil. Trata-se de um concurso, de nível nacional, de literatura infantil portuguesa que pretende descobrir novos autores, mas também, incentivar ao gosto pela literatura dando ênfase à publicação de textos. Assim sendo, o prémio será a publicação e distribuição do texto vencedor.
Numa altura em que se celebra o Ano Europeu do Diálogo Intercultural, a Papiro Editora revela a sua preocupação relativamente a esta temática e ainda mais em relação à educação e sensibilização para a diversidade cultural. Porque as crianças são o nosso futuro, apenas elas podem construir uma sociedade mais flexível e compreensiva.
Interculturalidade Aceitar a Diferença
Para mais informações contacte: Rua Virgílio Martinho,
n.º3 D – Escritório F, 1600-821 Lisboa

5 de janeiro de 2009

Concurso Literário - Trofa 2009




Gostas de escrever?

Não percas o Concurso Literário de âmbito nacional subordinado à temática do conto infantil!

O que é?
A Câmara Municipal da Trofa, através do Pelouro da Cultura, está presentemente a desenvolver um conjunto de iniciativas de promoção da leitura, no qual se integra um concurso literário de âmbito nacional subordinado à temática do conto infantil.
Destinatários: Todas as pessoas que ainda não tenham livros publicados.

Data limite de entrega:
Os textos poderão ser entregues em mão ou enviados via correio para:

Câmara Municipal da Trofa: Pelouro da Cultura - Rua das Indústrias, 393,
Apartado 65, 4786-909 Trofa,
até às 17h30 do dia 2 de Abril de 2005.
A divulgação dos vencedores e a cerimónia de entrega dos prémios serão feitas no mês de Junho de 2005.

Prémios:
1.º Prémio- 2400 € (dois mil e quatrocentos Euros
2.º Prémio- 1200 € (mil e duzentos Euros), para o Segundo Melhor Conto.
3.º Prémio- 500 € quinhentos Euros), para o Terceiro Melhor Conto.
Prémio para a Melhor Ilustração Original- 250€(duzentos e cinquenta Euros).
Prémio Jovem Escritor- Melhor Conto atribuído a jovens com idade até aos 20 anos- 250 € (duzentos e cinquenta Euros).


Outras Informações:
O regulamento do concurso poderá ser consultado on-line em http://www.mun-trofa.pt ou solicitado ao Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Trofa através do E-mail cultura@mun-trofa.pt.

Telefone do Gabinete de Animação Cultural- 252 400 093
Fax é 252 400 099.