28 de fevereiro de 2011

13 de fevereiro de 2011

Contrariedades



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Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
    Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
    E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
    E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve conta à botica!
    Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
    Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais uma redacção, das que elogiam tudo,
    Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa
    Vale um desdém solene.

Com raras excepções, merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo,
Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho
    Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
    Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingénuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores
    Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua "coterie";
Ea mim, não há questão que mais me contrarie
    Do que escrever em prosa.

A adulação repugna aos sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exactos,
    Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe humedece as casas,
    E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
    Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
    Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a "réclame", a intriga, o anúncio, a "blague",
E esta poesia pede um editor que pague
    Todas as minhas obras...

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
    Que mundo! Coitadinha!

Cesário Verde

9 de fevereiro de 2011

Concurso Inês de Castro

Os Percursos de Pedro e Inês, na modalidade de caça ao tesouro, são o desafio lançado pelo Concurso Inês de Castro, destinado a alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.
Os conteúdos da caça ao tesouro devem definir um percurso pelos contextos e lugares históricos, geográficos e literários alusivos ao tema, com base em pesquisa efectuada a partir de leituras sobre o romance de D. Pedro e D. Inês de Castro.
A elaboração da actividade deve incluir um mapa que permita a visualização da área de jogo, a explicação das regras a seguir, a divulgação dos enigmas a desvendar e, ainda, a definição do “tesouro” que representa o culminar da caça ao tesouro.
As escolas podem inscrever-se até dia 25 de Março, através de formulário disponível na página do Plano Nacional de Leitura (PNL), apresentando candidaturas individuais ou de grupos de alunos com o máximo de três elementos, sob a coordenação de um professor.
A divulgação da lista de premiados e dos prémios está prevista para o dia 29 de Abril, seguida da cerimónia de entrega dos prémios, que ocorrerá na segunda semana de Maio.
O concurso é uma iniciativa conjunta do PNL e da Fundação Inês de Castro, com o patrocínio da YDreams.
Para mais informações, consultar a página do PNL.

8 de fevereiro de 2011

Fado Toureiro


                                                 


Lá está ele todo bem trajado
Admirado por toda a gente                                                          
Todo de vermelho e doirado
Sempre muito ansioso e contente

Em Portugal ou em Espanha
Seu coração está na praça
Seja Goes, Vaz Monteiro, Miura ou Passanha
Ele acaba-lhes sempre com a raça

Entra o animal na arena
Peito p’ra frente, cabeça erguida
Ai que sacrifício, vamos la meus amigos
A mais uma faena

E ao fim se tudo correr com alegria
Vem o fado e bebedeira
Não é sorte não, é sabedoria
E amar os toiros desta maneira

Ser toureiro é o mais bonito que há
Atenção não estou a pregar uma peta
Seja uma escolha boa ou má
Mas só sei que me sinto feliz quando pego na muleta.





3 de fevereiro de 2011



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Eu sou a Catarina Salomé, aluna da Escola Secundária de Ponte de Sor da turma 11ºD de Línguas e Humanidades e faço parte do grupo de teatro “FAZIGUAL” de Avis.
O meu grupo participa há dois anos no festival PANOS  - Palcos Novos Palavras Novas – que é um projecto da Culturgest que alia o teatro juvenil à nova dramaturgia, seguindo o exemplo do programa Connections do National Theatre de Londres. Todos os anos há peças novas encomendadas a escritores reconhecidos para serem representadas por jovens entre os 12 e os 18 anos.
O ano passado o FAZIGUAL participou no PANOS com uma peça do escritor Miguel Castro Caldas chamada “Nós numa corda”. Com o Nós Numa Corda o FAZIGUAL conseguiu passar à fase final que era apresentar a peça na Culturgest (Lisboa).

Este ano o FAZIGUAL participou novamente no PANOS e conseguiu novamente passar à fase final e fazer a peça no Grande Palco da Culturgest em Lisboa. A peça deste ano chama-se Apanha-Bolas e foi escrita por Rui Cardoso Martins.

  Catarina Salomé 10ºD nº3


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FAZIGUAL - Avis