É urgente o Amor, É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros, e a luz impura até doer. É urgente o amor, É urgente permanecer. Eugénio de Andrade
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29 de abril de 2013
Urgentemente
1 de março de 2013
ENTRE MARÇO E ABRIL
"Que cheiro doce e fresco,
Por entre a chuva,
Me traz o sol,
Me traz o rosto,
Entre Março e Abril,
O resto que foi meu,
O único
Que foi afago e festa e primavera ?
Oh cheiro puro e som de terra !
Não das mimosas,
Que já tinham florido
No meio dos pinheiros ;
Não dos lilases,
Pois era cedo ainda para mostrarem
O coração às rosas ;
Mas das tímidas, dóceis flores
De cor difícil,
Entre limão e vinho,
Entre marfim e mel,
Abertas no canteiro, junto ao tanque.
Frésias,
Ó pura memória
De ter cantado –
Pálidas, flagrantes,
Entre chuva e sol
E chuva
- que mãos vos colhem,
Agora que estão mortas
As mãos que foram minhas ?"
Com o sopro da manhã e o aroma
das frésias eu sonhava longamente
Eugénio de Andrade
11 de junho de 2012
Para ti...
Nesta carta eu te escrevo
Com todo o meu coração
Para dizer que te amo
Com toda a entoação.
És a chave do meu cofre,
Quero-te a toda a hora,
És chave da felicidade,
Se não te tenho, fico à nora!
Pode haver melhores que tu
Mas eu não os quero, não!
Tu és diferente de todos,
Tu tens o meu coração.
O tempo está a passar
E eu já não sei que fazer,
Pois só te consigo amar,
Amar até mais não querer.
Nesta carta quero que saibas
Que quem não luta pelo que é seu
Só quando é tarde demais
Se apercebe do que perdeu.
Então, antes de eu partir,
Apenas te quero dizer
Que me fizeste sorrir,
Fizeste-me enlouquecer!
És a chave deste cofre,
Um cofre ainda fechado,
És a chave de quem sofre
Por não te ter a seu lado.
Mais uma coisa vou dizer,
Antes desta carta eu fechar,
Que mesmo depois de eu ir,
Continuar-te-ei a amar.
Maria Leão, 9º C
Se não admitir, minto...
Meu amor,
Já não sei o que sinto.
É claro que não me és indiferente.
Se o disser, minto.
Não aguento lidar com isto,
Não me deixes desistir,
Mas começa a levar-me à exaustão
Este fingir...
Finjo que não sinto tudo aquilo que quero de ti,
Tudo aquilo que significas para mim.
Não vou aguentar muito mais tempo
Dá-me um sinal, eu preciso sentir que estás comigo.
Se não o admitir,
Eu minto...
Vem ter comigo, meu amor.
Acaba com esta incerteza,
Dá-me a felicidade,
Acaba com a minha tristeza.
Vamos viver o nosso amor,
Sei que não és de paixões,
Mas precisamos de nos dar
E unir os nossos corações.
Não digas que não podemos,
Que isso é o que eu sei.
Vamos acreditar que tudo vencemos
E que o nosso amor é lei!
Ana Grazina, 9º C
Para que a minha vida volte a ter sentido...
Chora-me a alma
Não consigo manter a calma
O alvoroço sentido dentro do meu coração
Contrasta com a calma de tudo à minha volta.
Que o amor me poupe à revolta
Por não te ter, amor, por estar na solidão
Já nem a esperança me ocorre dentro deste turbilhão.
Vou guardar tudo num cofre
Ponho a chave na tua mão
Só tu, na tua vontade
Só tu, na tua decisão
Podes fazer a minha vida
Voltar a ter razão.
Ana Grazina, 9º C
Não vou arriscar...
Queria muito perceber o que se passa comigo
Queria muito perceber o que se passa contigoTento adivinhar e não consigo.
Tento somar todos os teus pequenos gestos
Para saber se todos juntos fazem muitoMuito, tal e qual eu te quero.
Muito, tal e qual eu de ti preciso.
Não consigo perceber
Queria saberSe vamos poder viver o nosso amor
Ou se vou continuar a ter-te como amigo.
Não sei se vale a pena acreditar .
Preciso de ti E se quisermos arriscar
Tudo destruído vai ficar...
... e tu sabes que, no fim, não vou ficar contigo
Não ganho o amorE perdi o amigo.
Ana Grazina, 9º C
Foi há muito tempo...
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Sem saber o que fazer
A minha vida foi levando
O peso de um fardo às costas
Sempre tentando adivinhar
Aquilo de que mais gostas
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Acreditando com todas as minhas forças
Que o tempo que foi passando
Não foi o suficiente para desistires de mim.
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Sempre com a esperança de algo melhor
E sempre, sempre sonhando
Que pudesses viver para mim.
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
E vendo o tempo passando
Tanto tempo, enfim,
Que já me habituei a viver assim
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Suspensa, tão suspensa em ti
Que esse tempo que foi passando
Acabou por não passar em mim
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Esperando por ti
Que o quanto te fui amando
Me fez perder de mim!!
Ana Grazina, 9º C
6 de junho de 2012
Foi há muito tempo...
(Imagem da Net - via Google)
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Esse amor que tu tinhas para dar
Foi num tempo em que estava chorando
E nas lágrimas estava buscando
Algo que me pudesse acalmar!
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Aquele sonho por realizar
O sonho em que eu te estou beijando,
O sonho em que eu estou procurando
Algo que te possa agradar!
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Por aquele nosso eterno olhar...
Um trocar de olhares imensamente brando
Em que eu estou conquistando
Algo que de ti me faz gostar!
Foi há muito tempo que eu fiquei esperando
Mas agora estou já farta de esperar
Por algo que estou adiando
Por algo que, não sei quando,
Me fartarei de lutar!
Maria Leão - 9º C
Dono do meu coração
(Imagem da net - via Google)
Não tenho chave para ele
Porque essa tu me a tiraste!
Foi como a carta que leste
E logo depois rasgaste…
Porque essa tu me a tiraste!
Foi como a carta que leste
E logo depois rasgaste…
Um cofre assim por abrir
Sem chave que nele entre,
É como um mundo a sorrir,
É a paixão mais ardente…
Sem chave que nele entre,
É como um mundo a sorrir,
É a paixão mais ardente…
Meu coração está selado
Tal como o cofre que te dei…
Não penses que está estragado
Só porque não o resgatei!
Tal como o cofre que te dei…
Não penses que está estragado
Só porque não o resgatei!
Enviei-te uma carta,
Escrevi o que sentia…
Um amor que não me farta
Sinto desde aquele dia!
Escrevi o que sentia…
Um amor que não me farta
Sinto desde aquele dia!
Nessa carta fui contar
Com toda a convicção,
Que sempre te vou amar…
…Dono do meu coração!
Com toda a convicção,
Que sempre te vou amar…
…Dono do meu coração!
Joana Rita Caetano
Nº9
9ºC
Nº9
9ºC
10 de fevereiro de 2012
Do poeta Nuno Júdice para os alunos da nossa escola
Aqui publicamos de novo um poema feito pelo poeta NUNO JÚDICE, em Dezembro de 2007, dedicado aos alunos da nossa escola. Porquê? Porque foi, de facto, uma honra para nós e porque este poema saiu no Exame Nacional de 9º ano, 1ª chamada de 2010.
Aqui publicamos um poema, escrito a 10/12/2007, pelo poeta Nuno Júdice e gentilmente feito a pensar nos nossos alunos (ver post anterior). Agradecemos a honra que nos deu e transcrevemos o mail que nos enviou:
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"Com todo o gosto, aqui lhe mando um poema escrito a pensar nos seus alunos.
Cumprimentos
Nuno Júdice"
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PARA ESCREVER O POEMA
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O poeta quer escrever sobre um pássaro:
e o pássaro foge-lhe do verso.
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O poeta quer escrever sobre a maçã:
O poeta quer escrever sobre a maçã:
e a maçã cai-lhe do ramo onde a pousou.
...................................................................
O poeta quer escrever sobre uma flor:
e a flor murcha no jarro da estrofe.
..................................................................
..................................................................
Então, o poeta faz uma gaiola de palavras
para o pássaro não fugir.
......................................................
Então, o poeta chama pela serpente
para que ela convença Eva a morder a maçã.
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Então, o poeta põe água na estrofe
para que a flor não murche.
.........................................................................................
Mas um pássaro não canta
quando o fecham na gaiola.
...................................................................
A serpente não sai da terra
porque Eva tem medo de serpentes.
...........................................................
E a água que devia manter viva a flor
escorre por entre os versos.
..................................................................
E quando o poeta pousou a caneta,
o pássaro começou a voar,
Eva correu por entre as macieiras
e todas as flores nasceram da terra.
.......................................................................
O poeta voltou a pegar na caneta,
escreveu o que tinha visto,
e o poema ficou feito.
10-12-2007 (22h32m)a
Relembrar - NUNO JÚDICE
(Imagem retirada da net, via google)Nuno Júdice (Mexilhoeira Grande, 1949) é um poeta, ficcionista e professor universitário.
Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. É actualmente professor da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou (1989), apresentando uma dissertação sobre Literatura Medieval. Exerceu ainda as funções de Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal e de Director do Instituto Camões em Paris. Tem publicado estudos sobre Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa, antologias, edições críticas, e tem uma colaboração regular em jornais e revistas como cronista. Divulgador da Literatura Portuguesa do século XX, publicou em França Voyage dans un siècle de Littérature Portugaise (1993), reeditado e revisto na edição portuguesa Viagem por Um Século de Literatura (1997).
Colaborou em acções de divulgação cultural, como as Letras Francesas (1989), com uma apresentação de autores franceses contemporâneos e organizou a Semana Europeia da Poesia, no âmbito da Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura.
Poeta e ficcionista, publicou o primeiro livro de poesia em 1972, A Noção de Poema (Publicações Dom Quixote). Recebeu importantes prémios da poesia portuguesa: o Prémio Pen Clube (1985), Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus (1990), Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1994), este último com o livro Meditação Sobre Ruínas, que foi também finalista do Prémio Europeu de Literatura Aristeion.
Assinou ainda obras para teatro e traduziu autores como Corneille e Emily Dickinson.
Foi Director da revista literária Tabacaria, editada pela Casa Fernando Pessoa e Comissário para a área da Literatura da representação portuguesa à 49ª Feira do Livro de Frankfurt. Tem livros traduzidos em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra e França.
Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. É actualmente professor da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou (1989), apresentando uma dissertação sobre Literatura Medieval. Exerceu ainda as funções de Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal e de Director do Instituto Camões em Paris. Tem publicado estudos sobre Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa, antologias, edições críticas, e tem uma colaboração regular em jornais e revistas como cronista. Divulgador da Literatura Portuguesa do século XX, publicou em França Voyage dans un siècle de Littérature Portugaise (1993), reeditado e revisto na edição portuguesa Viagem por Um Século de Literatura (1997).
Colaborou em acções de divulgação cultural, como as Letras Francesas (1989), com uma apresentação de autores franceses contemporâneos e organizou a Semana Europeia da Poesia, no âmbito da Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura.
Poeta e ficcionista, publicou o primeiro livro de poesia em 1972, A Noção de Poema (Publicações Dom Quixote). Recebeu importantes prémios da poesia portuguesa: o Prémio Pen Clube (1985), Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus (1990), Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1994), este último com o livro Meditação Sobre Ruínas, que foi também finalista do Prémio Europeu de Literatura Aristeion.
Assinou ainda obras para teatro e traduziu autores como Corneille e Emily Dickinson.
Foi Director da revista literária Tabacaria, editada pela Casa Fernando Pessoa e Comissário para a área da Literatura da representação portuguesa à 49ª Feira do Livro de Frankfurt. Tem livros traduzidos em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra e França.
A sua extensa bibliografia inclui obras de ficção, poesia, teatro, ensaio, edições críticas e antologias.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuno_Júdice (adaptado)
6 de abril de 2011
Saudades
Escrevi a palavra saudades
Porque é isso que vou ter
Saudades que nunca vou esquecer
Saudades...tantas!
E medo de te perder!
Espero que nunca chegue
O dia da partida,
Porque não te quero deixar,
Porque se esse dia chega
O mundo vai acabar...
Diogo Vinagre, 8º D
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saudades,
trabalho de alunos
22 de novembro de 2010
FERNANDO PESSOA
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poesia,
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Trabalhos de alunos
20 de janeiro de 2010
Fernando Namora - Terra

Onde ficava o mundo?
Só pinhais, matos, charnecas e milho
para a fome dos olhos.
Para lá da serra, o azul de outra serra e outra serra ainda.
E o mar? E a cidade? E os Rios?
Caminhos de pedra, sulcados, curtos e estreitos,
onde chiam carros de bois e há poças de chuva.
Onde ficava o mundo?
Nem a alma sabia julgar.
Mas vieram engenheiros e máquinas estranhas.
Em cada dia o povo abraçava outro povo.
E hoje a terra é livre e fácil como o céu das aves:
a estrada branca e menina é uma serpente ondulada
e dela nasce a sede da fuga como as águas dum rio.
28 de junho de 2009
O que é um sonho?

É o chamamento de uma estrela cintilante
É a brisa de uma rosa perfumada
É uma nuvem empolgante
É a luz de uma canção encantada
É um coração aos saltos de felicidade
Como um barco que navega sem saudade
É um búzio amado pelo mar
É o vento que navega sem parar
É a lua que espalha paz pelo ar!
André Dourado nº3 /8ºD
Etiquetas:
poesia,
sonho,
Trabalhos de alunos
14 de junho de 2009
Florbela Espanca
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10º D - Literatura Portuguesa,
Florbela Espanca,
Liliana,
poesia
Miguel Torga - Poemas
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poesia,
Raquel Santos,
Trabalhos de alunos
6 de abril de 2009
No cais, ao entardecer
O cais ao entardecer,
Espero eu viver,
Para o ver outonal
Naquela tarde de Outubro.
*
Naquela tarde de Outubro
Os rios cruzaram-se com os mares
E nasceu um rio cinzento
(Vogava como vento!)
Que brotou de teus olhos despidos.
*
E ainda me revejo nessa tarde
A olhar para os teus cabelos
Caídos no leito do Tejo,
E a contar uma história sibilante
Às gaivotas que partiam para sul.
Manuel Cruz Bucho, 9.º A
29 de setembro de 2008
Barca Bela
Bete Brito, «Pescador solitário»Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela.
Que é tão bela,
Oh pescador?
***
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!
***
Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!
***
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é leme e vela
Só de vê-la,
Oh pescador!
***
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Oh pescador!
Almeida GARRETT
19 de setembro de 2008
Coração sem imagens - Raul de Carvalho
(Imagem retirada da net, via Google)Deito fora as imagens.
Sem ti, para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me
ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Sem ti, para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me
ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
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